Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/06/2019
Em meados do século XIX a industrialização brasileira fascinou o mundo, provocando investimentos estrangeiros em seus meios de transporte. Conseguinte a isto, a região sudeste tornou-se uma das mais industrializadas e urbanizadas do Brasil, tendo como principal meio de transporte as rodovias. Por consequência destes investimentos e também devido ao êxodo rural exponencial, a mobilidade urbana tornou-se um dos principais empecilhos enfrentados pelo país na gestão de cidades.
Primordialmente, nota-se no Brasil que há um grande índice de migração para cidades. De acordo com pesquisas realizadas pelo IBGE, entre os anos de 2000 e 2010 cerca de 85% da população brasileira já residia em espaços urbanos. Como resultado, o crescimento não planejado dos centros urbanos provoca infraestruturas inadequadas. Ademais, os governos brasileiros enfrentam dificuldades em desenvolver planos capazes de diminuírem a quantidade de congestionamentos em suas rodovias, excesso de pedestres em áreas muito movimentadas e também como amenizar as questões ambientais (emissão de gases poluentes, problemas climáticos entre outros).
Ademais, os motoristas passam tempo demasiado nas rodovias, devido aos engarrafamentos e também a infraestrutura precária do transporte brasileiro. Segundo a Pesquisa de Mobilidade Urbana, os cidadãos de São Paulo passam cerca de um mês e meio por ano no trânsito. Conforme o uso de transportes coletivos decai devido ao detrimento deste meio de transporte, o transporte individual aumenta. Consoante a isto, o número de automóveis circulando em rodovias longas é imensurável. De acordo com o OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2018, foram registradas 1,3 milhões de mortes no trânsito brasileiro. Deste modo, é necessário que medidas sejam tomadas para que o índice de acidentes automobilísticos diminua.
Portanto, é visível a necessidade de maior planejamento móbil no Brasil por parte do Estado e também dos governos estaduais e municipais. Órgãos governamentais devem reorganizar seus planos de transporte para que sejam mais eficientes; Por meio de rodovias como mais vias e horários flexíveis que atendam a demanda de automóveis. Há também a necessidade de reeducar o cidadão sobre limites de velocidade e regras de trânsito, que devem ser ensinadas através e palestras realizadas pela OMS e cartilhas informativas organizadas pelo Departamento Nacional de Trânsito.