Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/06/2019
“Cinquenta anos em cinco”, o lema sintetiza a politica nacional desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubitschek, que entre os ideais constava a ampliação da malha rodoviária e o incentivo as multinacionais automobilísticas. Desse modo, percebem-se os precedentes para o impasse na mobilidade urbana do Brasil. Nesse contexto, a falta de infraestrutura nos transportes coletivos e no planejamento urbano são fatores que acentuam a problemática.
Em primeira análise, é importante ressaltar que o país apresenta uma industrialização tardia e em uma velocidade elevada. Por isso, a concentração dos serviços em bairros mais nobres assim como as ofertas de empregos, faz com que os residentes tenham que praticar o movimento de ida e volta. Nesse cenário, instala-se a o fenômeno socialmente conhecido como “engarrafamento”, dado que o corpo social opta pelo carro ao transporte publico, tendo em vista que os coletivos não atendem a necessidade de deslocamento da população uma vez que apresenta problemas como superlotação, altas tarifas e precariedade estrutural uma pesquisa que ratifica é a realizada pela Associação Nacional de Transporte no qual no ano de 2017, 38% da população deixaram de usufruir dos serviços de transportes públicos.
Evidencia-se, portanto, os impasses para a mobilidade urbana, fim de que essa caótica questão seja solucionada o Estado deve realizar projetos em conjunto com as Secretarias Municipais de Mobilidade Urbana, ampliando a rede pública de transporte, construir ciclovias e implantar o rodízio veicular nas cidades para assim evitar o congestionamento e paralelamente a redução de gases estufas. Ademais, é necessário que com a finalidade de reduzir o numero de carros particulares a mídia auxilie instruindo a população ao uso de veículos alternativos e coletivos.