Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/06/2019

O desordenado crescimento do país, em especial em determinadas áreas mais prósperas como grandes cidades e capitais, vem acompanhado do contundente caos no tráfego urbano. As mais diversas consequências deste caos podem ser citadas, como, por exemplo, os acidentes e o prejuízo físico aos habitantes, expostos ao excesso de queima do dióxido de carbono emitido pelos veículos. Como, então, frear os efeitos colaterais do desenvolvimento urbano, sem afetar o crescimento do Brasil?

De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas no ano de 2015, houveram mais de 38 mil mortes em vias públicas. Isso demonstra a falta de segurança no trânsito a qual o povo brasileiro está exposto no dia-a-dia. Os motivos para os acidentes, sejam eles fatais ou não, muitas vezes residem no problema da mobilidade urbana: as precárias vias públicas acabam não sendo capazes de atender às necessidades da população.

A raiz do problema reside no uso excessivo e descuidado das vias públicas. Durante seu governo, Juscelino Kubitschek deu início a política de “rodoviarismo” ainda em vigor no Brasil; que se mostra extremamente prejudicial, econômica e socialmente, levando em conta que coloca outros modais de transporte, mais econômicos e eficientes, em segundo plano. Então, para resolver a questão dos desafios da mobilidade urbana no Brasil, é necessário o investimento em tais modais mais eficientes, como o transporte hidroviário e ferroviário.

Assim, a melhor alternativa para a resolução da mencionada questão reside no investimento público na modernização e criação de vias férreas, tanto para transporte de passageiros quanto de carga. Ademais, para continuar a escoar a carga excessiva das rodovias à outros meios de transporte, investimento estatal em hidrovias também geraria resultados positivos. Outra possível solução seria a privatização, firmando um contrato de prestação de serviços com empresas privadas, afim de que estas se encarregassem da implantação de tais vias em troca de de tais vias, em troca de isenção fiscal ou outras formas de retribuição do Estado.