Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/06/2019
A Política Nacional de Mobilidade Urbana, prevista na Lei Federal Nº 12.587, defende a adoção do meio urbano sustentável, o que inclui o seu completo desenvolvimento estrutural para que ele promova uma maior integração entre os meios de transporte e, consequentemente, uma eficiente mobilidade urbana. Porém, percebe-se que esse princípio não tem sido seguido com exatidão, visto que no Brasil há muitos problemas que impedem a manutenção das zonas citadinas, sobretudo no que diz respeito à locomobilidade. Dentre os principais desafios relacionados à temática, têm-se: a correta infraestrutura para a circulação dos meios de transporte e o uso de modais não prejudiciais ao meio ambiente. Desse modo, são necessárias medidas que resolvam essa situação e garantam o bem-estar da coletividade.
Primeiramente, destaca-se a necessidade de uma infraestrutura de qualidade. Nesse contexto, o Brasil vivenciou uma urbanização desorganizada, na qual o aumento do número de pessoas superou a capacidade estrutural das cidades. Ou seja, a quantidade de vias, bem como, a qualidade das estradas e dos meios de transportes públicos, se tornaram ineficientes em relação a quantidade de pessoas. De acordo com o pensamento organicista e funcionalista do sociólogo Augusto Comte, o progresso da sociedade só é alcançado quando todos os seus membros cumprem com o seu papel. Sendo assim, o Estado como membro social, encontra dificuldades em sua ação para a melhoria urbana, como a falta de planos de atuação nessas áreas, o que propicia um obstáculo a mobilidade urbana no país.
Ademais, vale lembrar acerca da precisão do uso de meios de locomoção sustentáveis. O Brasil assumiu, por meio do Acordo de Paris no ano de 2015, a responsabilidade de diminuir a emissão de gases poluentes para à atmosfera. Todavia, a não adoção de meios de transporte, como a bicicleta, não poluentes, dificulta as metas do pais. Isso, pois os transportes mais usados no país, carros e motos, ao circularem pelas vias, liberam substâncias poluentes, como o dióxido de carbono, que é um gás estufa, o qual prejudica a dinâmica do ar do planeta e provoca mudança climáticas. Desse forma, o desuso de outras modalidades de transporte se constitui como um dilema à locomoção no meio urbano.
Logo, alternativas são imprescindíveis para essa questão. A princípio, é preciso que o Governo trabalhe para a melhoria do suporte urbano. Tendo isso em vista, sessões no Congresso Nacional são fundamentais para que se criem planos de atuação que auxiliem as autoridades em suas ações. Esses planejamentos devem abordar a ampliação de vias públicas e também a oferta de transporte público de qualidade para todos os brasileiros, com o efeito de propiciar cidades organizadas. Posteriormente, é importante que o Estado incentive o uso de transportes alternativos, por meio de campanhas nacionais, com o fito de cumprir com a meta a ele atribuída, assim como a referida lei nacional.