Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/07/2019
Segundo a Terceira Lei de Newton toda ação gera uma reação de mesma intensidade, direção e sentidos contrários. Entretanto, no que se refere à mobilidade urbana tal perspectiva não está sendo obedecida, já que a problemática vem se tornando um problema cada vez maior e não há uma reação acontecendo, pois existe um despreparo populacional e governamental para enfrentar essa ação.
Primeiramente, é válido analisar que o sistema de transportes brasileiro estacionou no tempo e não atende a demanda contemporânea. Apesar de haver políticas para redução do fluxo como a lei do rodízio em São Paulo, ainda é uma medida insuficiente, já que em longo prazo não tem demonstrado grande eficiência, haja visto que a população se nega a optar por um transporte alternativo, pois consideram suas atividades mais importantes do que as das demais pessoas, o que acarreta muita das vezes em acidentes.
Entretanto, não se pode atribuir a culpa somente à essas pessoas, que muitas das vezes se encontram sem opções. O governo, mesmo notando que há uma crise no trânsito brasileiro, aparentemente se encontra de mãos atadas, uma vez que deveria ser o principal agente atuante para amenizar problemas como: sinalização inadequada, frota de transporte público insuficiente, falta de ciclovias e não o faz, deixando o caos continuar pois nos grandes centros, de acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cerca de 20% da população gasta mais de uma hora por dia no deslocamento só de ida de casa para o trabalho.
Infere-se, portanto, que é necessária a capacitação tanto da população quanto do governo para esse novo cenário. Em primeiro lugar, o Ministério da Infraestrutura e Transporte, deveria investir em modernização do trânsito, aumentando a quantidade e a qualidade do transporte público, aprimorar ciclovias através de investimentos na área para que a população tenha opções melhores. Outrossim, a população poderia estabelecer sistemas de deslocamento em conjunto, para diminuir a quantidade de carros circulantes. Assim, poderíamos nos deslocar como uma sociedade globalizada, fazendo com que a Terceira Lei de Newton seja obedecida no trânsito brasileiro.