Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 17/07/2019
Durante a segunda metade do século XX, o Brasil sofreu várias transformações que beneficiaram não apenas o setor industrial, mas também urbano. No governo de Juscelino Kubitschek, por exemplo, houve o desenvolvimento do Plano de Metas, o qual afirmava que em cinco anos o progresso valeria por cinquenta. Nesse sentido, um dos principais setores favorecidos foi o rodoviário, que cresceu com a implantação das estradas. Contudo, a falta de planejamento urbano aliado ao baixo incentivo nos outros modais de transporte, contribuíram para o falho sistema de mobilidade urbana no país.
Em primeiro lugar, ressalta-se que o deficiente planejamento urbano corrobora significativamente acerca da lentidão no trânsito na maioria das cidades. Isso ocorre uma vez que esses locais não foram adaptados aos grandes fluxos de automóveis. Além disso, por conta do transporte público em geral estar não só superlotados, bem como oferecendo mínimas condições de conforto, muitos cidadãos preferem utilizar o transporte individual, gerando engarrafamentos e estresse no percurso. Embora a Lei de Política Nacional de Mobilidade urbana esteja em vigor desde 2012, ainda persistem também o baixo investimento em transporte coletivo de qualidade e ausência de infraestrutura nas cidades que facilite a circulação das pessoas.
Outrossim, é importante frisar que o pouco investimento em modais diferentes de transporte dificulta o melhoramento da mobilidade urbana. Nesse contexto, por apresentar grande extensão territorial, rios perenes e muitas planícies, o país brasileiro seria ainda mais ajudado tanto com a ampliação dos setores ferroviários e aquaviários, os quais reduziriam significativamente o tempo perdido no deslocamento, quanto no setor econômico, visto que essa mudança atingiria diretamente o trasporte de cargas e de pessoas. Some-se a isso, o pequeno incentivo do Poder Público aos transportes alternativos, a exemplo do estímulo ao uso da bicicleta, que diminuiria o número de carros nas ruas.
Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar o impasse. Nesse viés, cabe ao Estado, na figura do Poder Legislativo e Executivo, em parceria o Ministério do Transporte, por meio de debates e ajuda de especialistas no assunto, maximizar o planejamento urbano no país, no sentido de melhorar o tráfego de pessoas, a fim minimizar o tempo no trânsito. Ademais, é imprescindível que o governo, com o auxílio de empresas privadas, mediante investimentos financeiros , diversifique os modais de transporte no país, com o intuito de promover qualidade e eficiência , bem como aproveitar ao máximo as potencialidades naturais do país tupiniquim, com a finalidade de que todos sejam favorecidos.