Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/07/2019

Mobilidade urbana pode ser entendida como o deslocamento dos indivíduos nos espaços urbanos. Hodiernamente, tal ação tornou-se um impasse para os brasileiros devido ao elevado número de veículos e a falta de transportes alternativos. Nesse cenário, resta um reflexão acerca da problemática a fim de mitigar essa questão do território nacional.

A priori, um fator atrelado a esse problema é a grande quantidade de automóveis circulando nas vias urbanas. Desse modo, em virtude de atitudes que estimulam a indústria automobilística, como a diminuição de 27% para 7% do Imposto de Produtos Industrializados(IPI) promovida pelo governo do país e a precariedade dos coletivos públicos, ocorre um inchaço no espaço urbano, o qual tem como consequência o engarrafamento. Sob esse prisma, faz-se imprescindível uma melhora no transporte público para um maior aproveitamento dos locais públicos, uma vez que, segundo o Sindiônibus (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo), um ônibus que leva cerca de 80 passageiros ocupa o mesmo espaço que dois carros contendo geralmente 2 pessoas.

Ademais, vale destacar a necessidade de uma variação nas opções de deslocamento urbano. Fato é que, no Brasil, o modal rodoviário é a principal opção para o transporte de carga e de passageiros. Entretanto, em relação às ferrovias e hidrovias, por exemplo, esse tipo de transporte é desfavorável no tocante ao seu custo elevado em virtude da manutenção e do combustível. Ainda, segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), a maioria das rodovias do Brasil estão em situação precária e há muito a se fazer para resolver esse quadro. Dessa maneira, faz-se indispensável a análise para a adoção de novas formas de transporte no território brasileiro.

Infere-se, mediante o exposto, que a mobilidade nas cidades brasileiras enfrenta muitos empecilhos e nota-se que é primordial uma tomada de atitudes a fim de amenizar essa situação. Cabe ao Governo Federal, em parceria com os sindicatos de coletivos públicos promover uma maior fiscalização, planejamento e manutenção no sistema de transportes públicos, assim, haverá mais qualidade nesses meios, de modo a promover uma redução do espaço ocupado pelos veículos nas avenidas e ruas, e uma consequente fluidez urbana. Outrossim, o governo brasileiro deverá investir na criação de meios de transporte alternativos, como as ferrovias, com o fito de aliviar o modal rodoviário brasileiro. Destarte, a mobilidade urbana no Brasil tornar-se-á mais ágil e eficaz.