Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/08/2019

Segundo dados da Secretaria de Trânsito brasileiro, o Brasil é um país majoritariamente rodoviário. Esse status se deve em boa parte às políticas de Juscelino Kubitschek - ex Presidente - que popularizaram o automóvel em todas as regiões, sobretudo, nos centros urbanos, isso ocasionou um grande número de veículos em um pequeno espaço geográfico e se reflete em engarrafamentos e no caos nos horários com maior volume de automóveis - populares horários de pico -. Nesse contexto, os desafios da mobilidade urbana no Brasil são a falta de alternativas ao transporte pessoal e o baixo número de ciclovias nas cidades brasileiras.

Sob o primeiro viés, a principal causa para os gargalos na mobilidade brasileira é o imenso número de carros por pessoa, segundo dados do IBGE mais da metade da população das cidades possui um carro próprio. Isso se mostra um problema pois um ônibus poderia tranquilamente carregar 50 pessoas e ocupar um volume na via de apenas 2 carros de passeio o que poderia descongestionar as estradas, porém falta transporte público de qualidade, além do preço absurdo praticado pelas companhias por um transporte público sem um mínimo de conforto e superlotado. Prova disso, são diversas reportagens do G1 - portal de notícias - que mostram a situação precária dos ônibus das capitais brasileiras.

Além disso, uma alternativa para reduzir o imenso número de carros nas ruas seria a implementação de ciclovias, pois as cidades brasileiras carecem de ciclovias de acordo com dados da Secretaria de Mobilidade. Não bastasse serem escarças, as poucas ciclovias que as cidades possuem são muito perigosas para transitar com bens materiais o que dificulta a adoção do meio para quem deseja usar uma bicicleta para ir trabalhar. Prova disso são dados da Polícia Militar de São Paulo, que mostram um grande número de ocorrências de assaltos em ciclovias.

Fica claro, portanto, que são necessárias mudanças nas políticas públicas para uma melhora nos aspectos citados. Para tal feito é necessário que os Governos Municipais em parceria com os Governos Estaduais invistam na mobilidade das cidades por meio da criação de ciclovias nos principais trechos com maior fluxo de carros diário e junto com elas, no aumento do policiamento nessas regiões, para estimular a adoção da bicicleta como principal meio de transporte do trabalhador brasileiro e com isso melhorar a mobilidade urbana diminuindo o fluxo de carros. É preciso também que as Prefeituras Municipais aumentem a fiscalização em cima dos transportes públicos, para que empresas que prometem ônibus confortáveis cumpram seus acordos e as que não cumprirem sejam punidas com altas multas e a perda permanente de licitações do estado, para que com isso, as pessoas se sintam mais estimuladas a usar os transportes públicos e ocorra uma redução do tráfego de automóveis.