Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/08/2019
Ao declarar em sua célebre canção, “o tempo não para”, o poeta Cazuza, faz uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois os desafios da mobilidade urbana no Brasil não uma problemática atual. Desde o governo de Juscelino Kubitschek, com a construção intensa de estradas, a compra de carros fez-se mais comum que, por conseguinte, foi o ponto de partida para o surgimento de impasses. Igualmente, na atualidade, os problemas ainda persistem devido a ausência de ciclofaixas nas cidades que, dessa forma, promove grandes congestionamentos nas grandes metrópoles.
Nesse contexto, a constituição cidadã de 1988, em vigor até os dias atuais, não é seguida como deveria, tal fato motiva a persistência da problemática da falta de ciclovias para a população, ferindo o direito de ir e vir. De maneira análoga a Aristóteles no livro “ética a Nicômaco”, a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. Entretanto, é notório que os impasses relacionados a mobilidade urbana, no país, viola esse direito, principalmente no que se refere a classe dos trabalhadores, tendo em vista que muitos utilizam a bicicleta como meio de transporte, e que a ausência de pistas para os ciclistas trás grandes perigos para a vida do cidadão. Portanto, o fornecimento de pistas restritas às “bikes” precisam receber maiores investimentos.
Por conseguinte, devido a ausência de faixas ou outros meios de transporte, o número de engarrafamentos nas grandes cidades torna-se um entrave para a saúde do cidadão, tornando-o alvo de doenças. Segundo dados fornecidos pela Organização Mundial De Saúde (OMS), os riscos de câncer de pulmão aumentam em 12% quando o indivíduo está diariamente em contato com os gases que saem do escapamento dos carros. Nesse sentido, o grande número de automóveis que estão nas ruas, devido a falta de alternativas de transporte, se aglomeram e provocam congestionamentos de até 5 horas segundo o site UOL, promovendo dessa forma, riscos à saúde. Logo, medidas precisam ser tomadas para solucionar os problemas da mobilidade urbana.
Então, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Por isso, a Secretária De Transporte Metropolitano de cada estado, por meio de maiores investimentos financeiros e fiscalizações de funcionamento que garanta o bem estar da população, deve ampliar a quantidade de ciclovias e hidrovias, meios que irão promover uma maior retirada de automóveis nas ruas e que, por conseguinte, atenuarão os congestionamentos. Nesse sentido, o fito de tal ação é garantir o maior respeito do direito de ir e vir de cada indivíduo e possibilitando o devido cuidado para com a saúde da população. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel o Pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Por isso, as secretarias de transporte de cada estado, por meio de maiores investimentos financeiros e fiscalizações de funcionamento que garanta o bem estar da população, deve ampliar a quantidade de ciclovias e hidrovias, pois estes meios de transporte irão promover uma maior diversidade de locomoção,por conseguinte, descongestionando às ruas. Nesse sentido, o fito de tal ação é garantir a maior efetividade do direito de ir e vir de cada cidadão, inibindo os entraves nas estradas. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada, pois, conforme Gabriel o pensador, “na natureza do presente a gente molda o futuro”.