Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/09/2019
O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica á questão da mobilidade urbana no Brasil. Nesse sentido, é notório que a defasada infraestrutura do país corrobora para a dificuldade de locomoção dos cidadãos. Ademais, vale ressaltar os modais alternativos, encontram-se em ascensão, porém, os entraves estruturais impedem o seu maior desenvolvimento. Por isso, é de suma importância medidas para reverter essa situação.
Nesse contexto de infraestrutura, de acordo com a Constituição Cidadã, todos têm direito de ir e vir. Entretanto, segundo o Ministério da Cidadania (MC), apenas em 6% das cidades brasileiras há plano de mobilidade, tal fato se deve ao crescimento acelerado dos municípios. Com isso, reitera-se a necessidade de alterar esse quadro, visto que a qualidade de vida da população, principalmente a menos abonada, é diariamente afeta pelos percalços impostos pelos transportes públicos. A exemplo dos ônibus, que, não raro, são monopolizados por grupos que taxam abusivamente as passagens e não oferecem bom serviço, pois, nota-se a superlotação e falta de segurança. Além disso, ainda consoante com dados fornecidos pelo MC, cerca de 70% desses automóveis não são adaptados para deficientes, assim, aumenta a exclusão. Desse modo, é essencial reformulação das vias e dos transportes, para que seja legitimado o direito de ir e vir fundamental a qualquer cidadão.
Ainda nesse viés, cabe salientar a emergência dos modais alternativos, como bicicletas, patinetes e VLT (Veículos Leves Sobre Trilhos), no entanto, o obstáculo para todos esses meios de transportes está na construção de vias, que precisam ser adequadas e exclusivas. Porém, ainda há pouco investimento nesse segmento de transportes. Com isso, o baixo fomento é refletido no resultado da pesquisa do Estadão, em que um paulistano permanece 45 dias por ano no trânsito. Além das horas “perdidas”, o não uso de veículos sustentáveis agrava situações como a emissão de dióxido de carbono na atmosfera, gás nocivo ao meio ambiente que acelera a destruição da camada de ozônio, sendo responsável por ¼ da poluição do planeta, afirmativa concordante com o MC. Dessa forma, atitudes construção de vias adequadas e estimulo ao uso desses trasportes serão de grande valia para todos.
Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do MC ao fomentar no país a relevância da melhoria do transporte público, para que toda a população tenha acesso transporte de qualidade. Em adição, o MC junto aos Ministérios do Meio Ambiente e Educação, deve ressaltar para os governantes estaduais, a importância da construção e adequação vias, por intermédio de palestras e discussões comandadas por engenheiros e urbanistas, para que todos os modais possam circular da melhor maneira. Assim, paulatinamente, conseguir-se-á resolver os desafios da mobilidade urbana no Brasil.