Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/09/2019

No século XX, o demógrafo Frank Notestein elaborou a teoria de transição demográfica, em que toda população passa por tendenciosos ciclos no que compete ao desenvolvimento de pensamento tecnológico, coletivo, crítico e social. Tal fenômeno é observado no Brasil no que diz respeito ao avanço tecnológico, porém sofre com a explícita ausência quando relacionado ao coletivismo e a consciência crítica social, amplamente evidenciado na problemática da mobilidade urbana.

Antes de tudo, deve-se considerar o aumento da compra de automóveis como um dos causadores do problema. Dados do Uol afirmam que, o país teve um aumento de mais de 66% da frota de veículos em 10 anos, isso decorre da política capitalista vigente que gera estímulos e condições para a compra de transporte privado. Por consequência de tais incentivos e da falta de instintos sociais, os grandes centros urbanos sofrem com os inchaços das vias, aumento das horas perdidas em trânsito caótico, além de estresse e perda de produtividade do contribuinte.

Ademais, é levado em conta o modelo de desenvolvimento que ocorreu no Brasil. Com a mecânica de um país subdesenvolvido, a industrialização acelerada na metade do século XX, ocasionou um processo de forma concentrada e rápida de urbanização. Como conclusão desse tipo de progressão e da ausência da noção de interdependência das classes, houve um acúmulo de oportunidades nas regiões centrais, empregando uma população residente em periferias, onde em grande parte eram dependentes de modais públicos de alto custo e pouca estrutura.

Diante do exposto, faz-se necessária a ação do Estado para reverter a situação. Então, para combater os desafios apresentados, o Ministério da Infraestrutura deve criar uma lei que permita somente transportes públicos nos horários padrões de entrada e saída de trabalho, tal ação será fiscalizada pela guarda de trânsito, a fim de extinguir o congestionamento nas horas de maior procura. As medidas serão divulgadas em todas as mídias, esperando-se maior foco no desenvolvimento consciente do Brasil.