Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/09/2019

Durante o governo de Juscelino Kubitschek, presidente responsável, pela construção de Brasília, foi dada prioridade a construção das rodovias. No entanto, com o passar dos anos e o crescimento das cidades, a frota de carros aumentou consideravelmente, o que veio a prejudicar a mobilidade urbana no Brasil. O trânsito causado por esses veículos tem gerado problemas, além de dificultar a rotina de toda a população que busca se deslocar.

Mormente, é notório que grande parte dos problemas que contribuem para mobilidade urbana estão associados ao sucateamento do transporte coletivo brasileiro. Além disso, outro fator que contribui para que a população busque pelos transportes individuais é a falta de segurança pública, visto que é comum relatos sobre assaltos tanto nos ônibus e metrôs, quanto nos locais de espera por esses transportes. Outrossim, aqueles que buscam por modelos mais sustentáveis como as bicicletas, ainda enfrentam problemas como a falta de ciclovias e são obrigados a disputar lugar com veículos de grande porte, o que pode contribui para mais acidentes.

Em segunda análise, a grande frota de carros têm gerado consequências que afetam a população de diversas formas. Com maior número de veículos rodando sobe também a emissão de gases poluentes, alguns deles responsáveis pelo aumento do aquecimento global . Em decorrência disso, a população ainda está vulnerável a sofrer com problemas respiratórios, o que contribui para o aumento da necessidade de uso do sistema público de saúde. Ademais, segundo Émile Durkheim , sociólogo francês, a sociedade é como um organismo vivo pois tudo está interligado. Entende-se que a mobilidade urbana é responsável por afetar diversas áreas da vida de uma pessoa, desde sua saúde até seu trabalho .

Urge, portanto, medidas para solucionar os problemas causados pela mobilidade urbana no Brasil. Faz-se necessário que o governo federal direcione um maior número de verbas para os municípios, responsáveis pela administração dos ônibus, para que as prefeituras locais possam investir na melhoria do transporte coletivo e ampliar a frota de ônibus, na busca de reduzir o número de veículos individuais nas cidades. Além disso, as prefeituras de cada cidade deve investir seus recursos em ciclovias, iluminação pública e serviços de monitoramento, através de câmeras e guardas, para que dessa maneira as pessoas possam usufruir do transporte coletivo de forma mais segura e consequentemente serem menos afetados por problemas de saúde decorrentes da poluição.