Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/09/2019

O cotidiano em países da Europa é baseado nos Padrões de Sustentabilidade na Mobilidade Urbana. Nesse projeto há o incentivo por parte do governo ao uso de bicicletas e investimentos nas linhas de transporte público que visam diminuir a poluição do ar e o uso de carros pela população. No entanto, no Brasil contemporâneo não existe essa preocupação, visto que diariamente as grandes cidades do país enfrentam uma série de trânsitos caóticos. Logo, há a necessidade de analisar as condições dos veículos partilhados, assim como a postura dos governantes em incentivarem a compra de automóveis.

Primeiramente, é importante destacar que a situação dos meios coletivos brasileiros têm grande influência na preferência de mobilidade dos cidadãos. Segundo uma pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NUT), cerca de 12% da massa nacional considera o transporte público um problema. Este resultado é fruto das más condições dos veículos, do custo elevadíssimo de uma viagem e, principalmente, pela superlotação diária. Com isso, conclui-se que a falta de cuidado e manutenção desses recursos leva as pessoas a se deslocarem com o auxílio de carros.

Em segunda instância, após a Segunda Guerra Mundial e com a posse presidencial de Juscelino Kubitschek foi instalada no Brasil a primeira indústria automotiva, contando com a construção de grandes rodovias e ainda com o forte incentivo do governo a compra desses bens. Ademais, como consequência desses estímulos, que perduram até hoje, para cada 4 habitantes há pelo menos um automóvel, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Sendo esse um processo que cada dia mais aumenta a liberação de CO2 por esses veículos. Nesse sentido, nota-se a total indiferença desses representantes em contornar tais problemáticas.

Portanto, diante do exposto urge a necessidade de intervenções que desconstruam tais impasses. Dessarte, o Ministério da Infraestrutura - órgão reponsável pelas políticas nacionais de trânsito e de transportes - deve investir na melhoria dos veículos comunitários. Isso pode ser feito pela disponibilização de mais automóveis, fazendo a manutenção gradual deles e tornando o preço mais acessível à todos, visando diminuir a preferência da população por carros e a consequente redução do trânsito. Além disso, cabe também ao Ministério incentivar o uso de bicicletas, por meio de campanhas que evidenciem os benefícios causados ao meio ambiente e que tenham como objetivo diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera. Dessa forma, será possível implantar no Brasil um projeto semelhante àquele empregado na Europa.