Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/10/2019
A urbanização no Brasil- que se iniciou com o governo de Getúlio Vargas, em 1930 - foi acelerada e, consequentemente, desorganizada. Dessa forma, a mobilidade urbana desenvolvida na maioria das cidades brasileiras é caótica e, por isso, precisa ser melhorada. Sendo assim, os maios desafios para o desenvolvimento de locomobilidade efetiva relacionam-se com a má qualidade do transporte público e com as vias em péssimas condições de locomoção.
Mormente, o transporte público existente nas cidades brasileiras se encontram em lastimosas condições. Sobre esse assunto, no ano de 2013, desenvolveu-se, nacionalmente, uma onda de manifestações sociais nas principais capitais do país que exigiam melhores condições e menores preços das passagens dos transportes, especialmente dos ônibus. Todavia, as exigências populacionais desse ano não foram totalmente atendidas, visto que o estado do transporte público persiste em declínio. Isso é evidente por meio do documentário “Luto em Luta”, em que há entrevista com indivíduos que sofrem diariamente com a má qualidade do transporte de São Paulo.
Ademais, as péssimas vias de locomoção, com destaque para as rodovias, contribuem para a falha mobilidade urbana. De fato, o governo de Juscelino Kubitschek (que ocorreu entre os anos de 1954 e 1960) privilegiou o desenvolvimento do modal rodoviário. Essa realidade, porém, não foi exclusiva do período JK, mas persiste até os dias atuais, pois a malha rodoviária é a mais importante para a locomoção de cargas e pessoas diariamente. Assim, a má qualidade do asfalto, nacionalmente, atrelada à falta de manutenção devida impacta negativamente a maioria populacional. Percebe-se isso pelo número de ônibus que quebram diariamente nas ruas urbanas devido ao excesso de buracos.
Portanto, evidencia-se que para efetivar a mobilidade urbana de qualidade, faz-se necessária algumas resoluções. Dessa forma, o Estado deve investir nos sistemas de transporte público, por intermédio de melhorias em sua infraestrutura e na manutenção do custo-benefício -que beneficie o usuário-, com intuito de melhorar a sua qualidade, pois assim será possível efetivar a mobilidade urbana dignificada. Além disso, o governo deve investir em novos modais de transporte (para, assim, melhorar a rapidez e a qualidade das locomoções) e na manutenção das vias públicas, por meio do incentivo ao desenvolvimento de novas malhas e da renovação do asfalto a cada dois anos, com objetivo de garantir a efetiva fluidez urbana. Assim, será possível garantir uma mobilidade urbana de qualidade nas cidades brasileiras.