Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/10/2019
De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 5º, é garantido a todo cidadão o direito de ir e vir, contudo tal garantia não tem sido cumprida na atual sociedade brasileira, em sua integralidade. Esse fato cabe à má infraestrutura dos transportes coletivos que são demorados, caros e sem conforto. Mas também a quantidade de carros nas ruas gerando grandes congestionamentos, tempo perdido e dinheiro gasto em combustíveis para passar várias horas no trânsito. Tais fatos impossibilitam a mobilidade urbana de qualidade.
Primeiramente, cabe destacar a má qualidade dos transportes coletivos, como os ônibus, onde as altas tarifas, o longo tempo de circulação e a exclusão a cidadãos prioritários têm dificultado a locomoção nas cidades. A partir de pesquisa realizada durante o Seminário Nacional NTU e 2017 Transpúblico, 12,4% da população acham os transportes públicos um problema, 62,8% voltariam aos ônibus se melhorasse as tarifas e o tempo de locomoção, e 53,3% disseram não ter acesso a prioridade. Tais fatos demonstram a urgente necessidade de políticas públicas que tragam melhorias para tais transportes.
De igual forma, é imprescindível citar a atual quantidade de carros nas ruas. De acordo com o IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 54% dos lares brasileiros tem pelo menos um carro. Tal aumento de veículos circulando é o responsável por extensos congestionamentos, também de acordo com o IPEA, onde 240 mil horas são perdidas por ano e 200 milhões de litros de gasolina e álcool são gastos, de acordo com a Universidade de São Paulo. Tal fator contribui para a dificuldade de locomoção nos centros urbanos.
Portanto, conclui-se que medidas precisam ser tomadas para que a mobilidade urbana possa ser otimizada. Dessa maneira, cabe ao Ministério de Infraestrutura, por meio de seus engenheiros de trânsito, instalarem faixas seletivas para os ônibus, otimizando o tempo de viagem, diminuindo o custo do serviço público, e consequentemente, diminuindo as tarifas cobradas. Além disso, investir em ciclofaixas e divulgar por emissoras de TV, cartazes e publicações na Internet, os benefícios de andar de bicicleta para a mobilidade urbana, diminuindo o congestionamento e otimizando o tempo de percurso e a qualidade de locomoção. Dessa forma, os direitos da Constituição Brasileira serão garantidos.