Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/10/2019

Desde que foi criada no Brasil, a indústria automobilística desempenha um importante papel na economia, gerando empregos e renda. Entretanto, ao optar por dar exclusividade aos carros, criou um sistema de mobilidade urbana que prioriza os que menos precisam e gera desequilíbrio. A posteriori, deve-se levar que a relação de carros nas ruas por pessoas transportadas gera engarrafamentos. Aliás, segundo uma pesquisa da “Rede nossa São Paulo” o paulistano leva, em média por dia, de carro, duas horas para fazer percursos comuns, como de casa para o trabalho. Sem dúvidas, um sistema de transporte coletivo amenizaria o problema, pela razão de ter menos veículos por pessoas transportadas. Por outro lado, há os pedestres. Entretanto, motoristas que desrespeitam sinalizações, calçadas estreitas e semáforos que fecham, para o pedestre, muito rápido, tornam essa tarefa um martírio, principalmente para os idosos. Por exemplo, dados da CET de 2010 indicam que 83% dos mortos por atropelamento estavam atravessando a rua, sendo que 36% destes eram idosos. Isto aponta falta de uma política pública eficiente para tratar o tema. Em suma, uma única modalidade de transporte não atende a todos. Outrossim, um sistema de transporte de massa, como o metrô, atenderia a maior parte e consequentemente haveria menos barreiras de mobilidade. O metrô pode transportar até 80 mil pessoas por hora por sentido. Para uma construção mais rápida o projeto poderia ser feito por Parceria Público-privada. Assim, várias empresas poderiam construir várias linhas ao mesmo tempo e gerar menos gastos aos cofres públicos. Paralelamente, a prefeitura poderia ajustar os semáforos com maior tempo de passagem para os pedestres. Os idosos seriam os mais beneficiados pela medida, porque teriam mais tempo para atravessar.