Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/10/2019

A obra de Aluíso de Azevedo “O cortiço” retrata a vida de várias pessoas no final do século XIX que foram impactadas negativamente devido a reformas urbanísticas na cidade Rio de Janeiro. De maneira análoga, a maioria das cidades brasileiras sofre com problemas no transporte público e tem como causa principal o mau planejamento ou má aplicação do Plano Diretor que favoreça para maior qualidade de vida da população.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, milhares de brasileiros dependem diretamente do transporte público urbano diariamente. Porém, muitas pessoas encontram dificuldades de locomoção por insuficiência no número de ônibus e metrôs, que são a maior parcela dos meios públicos de transporte. Ademais, o incentivo governamental na indústria automobilística também auxilia para que o problema persista.

Além disso, heranças históricas ainda se fazem presentes, como afirma o historiador Sérgio Buarque de Holanda que compara as diferenças de urbanidade implementadas na América espanhola com as cidades colonizadas pelos portugueses. Enquanto na Espanha pensava-se de forma racional e organizada os desenhos das cidades para garantir domínio, no Brasil colônia foram construídas cidades sem planejamento a longo prazo e com o objetivo de facilitar apenas o transporte de mercadorias.

Portanto, são necessárias medidas capazes de aumentar a qualidade de locomoção pública nas cidades. Para tanto, Os Poderes Públicos de todos os municípios brasileiros devem revisar seus respectivos Planos Diretores - plano que guia as ações públicas de uma cidade - por meio de reuniões semestrais, com o intuito de promover melhor planejamento em obras e gastos públicos na infraestrutura e no transporte futuro a longo prazo. Por meio, também, de maiores investimentos do Governo destinados à compra de novas frotas de ônibus e vagões de metrô. Dessa maneira a locomoção urbana será de qualidade.