Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Os governos do Jucelino Kubitschek e Getúlio Vargas foram os responsáveis por fazer o Brasil industrial e urbano. Nesse contexto, a partir da década de 1950 o país passou a ser majoritariamente um país urbano e, assim, houve uma crescente crise da mobilidade dentro das cidades, por causa do desenvolvimento acelerado. Dessa forma, o contingente populacional impacta o cotidiano urbano, seja no mau planejamento das cidades, seja no congestionamento dos centros.
Mormente, sabe-se que o avanço exorbitante e não planejado das cidades gera impactos na vida da população. Sob essa ótica, desde o início da industrialização urbana, no governo Vargas, houve o estímulo gradativo ao êxodo rural que propiciou o crescimento desordenado dos municípios, que é o fenômeno da macrocefalia urbana. Ademais, esse mau planejamento intensificou a falta de mobilidade, visto que essas localidades não conseguiram comportar toda a população, assim, as favelas foram geradas como um local de segregação e uma extensão das cidades.
Em segundo lugar, desde a urbanização brasileira o país sofre com congestionamento nos centros. Acerta disso, as metrópoles têm os coletivos precários, pois, segundo Karl Marx, o capitalismo visa ao lucro em detrimento da qualidade do serviço e, por isso, muitos indivíduos optam por ter seu próprio automóvel. Desse modo, o país possui uma carro a cada quatro pessoas, segundo o G1, sem contar com os ônibus, assim, nota-se que tem muitos veículos no tráfego corroborando para o congestionamento.
É mister, portanto, que o Estado tome providência para amenizar o problema da mobilidade urbana no Brasil. Logo, cabe aos Governos Estaduais e Municipais, junto com suas Secretarias de Mobilidade e Urbanismo, que invistam, por meio de verbas públicas, na criação de ciclovias para que incentive a utilização de transportes alternativos, como as bicicletas, a fim de diminuir a quantidade de carros e motos em circulação. Somado a isso, é importante que parte das verbas seja usada para melhorar os coletivos, com a finalidade de atender a demanda populacional e, consequentemente, dinamizar o trânsito. Por fim, essa proposta tem como objetivo a atenuação dos problemas urbanos relacionadas à mobilidade, para que a população possa se movimentar sem estresse.