Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/10/2019
Nas décadas de 50 e 60, durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve um enorme êxodo rural graças a execução dos Plano de Metas do governo que visava o crescimento do país, e com o incentivo à população de ir para as grandes cidades, o trânsito se intensificou ainda mais. Nessa esteira, atualmente no Brasil essa problemática ainda perdura e se agrava cada vez mais o que dificulta diretamente a mobilidade urbana, seja pela falta de investimentos e desenvolvimento do transporte público no país, tal como pela poluição que é intensificada.
Em primeiro lugar, é necessário analisar as consequências que os baixos investimentos no transporte público podem causar. A princípio, as frotas de ônibus deveriam estar preparadas para atender toda a uma população, porém, graças as poucas políticas de aperfeiçoamento desse meio de transporte, muitos dos coletivos em circulação no país são antigos e lentos. Logo, a falta de uma boa estrutura pode prejudicar a vida de muitas pessoas, assim como mostra a pesquisa do site UOL em que os paulistanos perdem em média 45 dias de suas vidas no trânsito de São Paulo. Desse modo, fica claro o atraso e despreparo do transporte público no país graças ao pouco aprimoramento e investido realizado.
Ademais, a falta de práticas sustentáveis voltadas para o trânsito contra suas altas emissões de gases poluentes agrava de modo crescente tal problemática. De fato, quanto mais veículos em circulação, maior é a poluição gerada, e, visto que no Brasil há uma grande popularização dos carros particulares fica evidente que é alto o seu número nos grandes centros, que, porém, transportam poucas pessoas. Assim, a massa de poluição denominada de smog pelos geógrafos é intensificada em que 80 pessoas necessitam de 57 veículos para se locomoverem enquanto somente um ônibus é capaz de suprir essa necessidade, dessa forma como é apontado pela pesquisa da Associação Nacional de Transporte Públicos. Logo, a preferência aos carros particulares cresce, e nesse sentido cresce também a poluição nos grandes centros.
Portanto, é dever do Governo Federal juntamente da Mídia de realizarem e organizarem projetos de maior planejamento e investimentos assim como a autopromoção do transporte público, nesse sentido por meio da criação e implantação de frotas de ônibus sustentáveis promovendo a sua popularização através da mídia, como redes sociais e canais de televisão, visando o aumento da prática de utilização do transporte público por parte da população e a diminuição da emissão de poluentes. Dessa forma, o país poderá começar a se desprender do grande atraso do século XX e construir o Brasil desenvolvido que Juscelino Kubitschek buscava.