Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Na República Velha, o presidente Washington Luís com seu lema: Governar é abrir estradas, apresentava a euforia do brasileiro para com os avanços tecnológicos do setor de transportes.Embora naquela época a melhora da mobilidade urbana se pautasse no aumento do consumo de automóveis, no Brasil contemporâneo o problema se ancora no excesso deles. Assim, o deficiet de infraestrutura dessa esfera, bem como  o irrisório estímulo a outros modais de locomoção colaboram com o problema.

Em primeira análise, vale ressaltar que o exíguo planejamento urbano é um dos principais alimentadores desse revés. Nesse sentido, o criador da sociologia Augusto Comte, disserta que a provisão é vital para o correto ordenamento da sociedade. Dessa maneira, o Poder Público deve sempre projetar o espaço em vista aos problemas que podem surgir, pois indubitavelmente fica mais fácil resolver os contratempos que virão. Isso se exemplifica nas pesquisas anuais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que dizem sobre a intensificação do movimento pendular dos trabalhadores nos grandes centros, o que comprova um má elaboração da proposta espacial urbana,afinal as pessoas de baixa renda estão cada vez mais longe do seu local de trabalho.

Além disso, o incentivo a outros modais de transporte é superficial no Brasil hodierno. Sob esse prisma, Karl Marx afirma que o que não geral capital produtivo é posto à margem na sociedade.Por esse viés, é inquestionável ,segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - a maioria dos brasileiros não utitlizam bicicleta ou outras formas de deslocamento, por causa da precaridade das vias e do perigo constante.Destarte,o fomento na diversificação da mobilidade urbana é prejudicada pelas fortes industriais automativas, as quais pressionam o Governo para destinar a maior parte do dinheiro dos impostos apenas em rodovias destinadas aos veículos.

Em suma , o Governo é responsável em melhorar a mobilidade nas cidades. Para tanto, cabe a esse fornecer recursos para aperfeiçoar a locomoção nas localidades, por meio da isenção de impostos para empresas ligadas ao transporte, mas também de galpões logísticos em locais estratégicos de grandes companhias empregadoras , a fim de que se evitem congestionamentos e haja aperfeiçoamento dos serviços desse âmbito destinados à comunidade.Ademais, o Poder Legislativo precisa estipular por lei cotas mínimas de espaços direcionados a ciclistas e transportes alternativos, com o intuito de diminuir o tráfego, principalmente em horários de pico.Só assim, a máxima de Comte será exercida em todo seu potencial.