Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Em seu governo, Juscelino Kubitschek promoveu diversos incentivos à indústria automobilística nacional, bem como a criação de novas rodovias. Desse modo, no Brasil, popularizou-se o uso de automóveis. Sob tal viés, surge o problema de mobilidade urbana, seja por falta de infraestrutura nas cidades e também pela cultura do automóvel.

Em primeiro lugar, é necessário, sobretudo, analisar a falta de infraestrutura evidenciada nas grandes cidades. Ao longo do século XX, houve uma demasiada urbanização no país, um crescimento acelerado nas grandes cidades. Segundo o IBGE, a taxa de urbanização saltou de 26% em 1950 para 85% em 2010, o contingente populacional nas grandes cidades aumentou vertiginosamente, sem que houvesse investimentos correspondentes na rede de infraestrutura urbana. Nesse contexto, é essencial que haja políticas adequadas ao adensamento urbano.

É importante, também, ressaltar a cultura consumista contemporânea, onde o automóvel se tornou símbolo de ostentação. Fruto da sociedade pós-industrial, a ‘‘cultura’’ do automóvel persiste, acentuando  os desafios que as sociedades hodiernas necessitam enfrentar. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a felicidade hoje está idealizada no propósito de consumo, com pessoas trocando interesses emocionais através de mercadorias. Nesse sentido, o carro, na maioria das vezes, é usado como um artigo de luxo. Assim, com o propósito de atenuar o uso de automóveis, para diminuição do tráfego, é primordial uma conscientização social quanto ao uso do carro.

Em suma, é mister intervir para melhorias na mobilidade urbana. Destarte, ações públicas de investimento em infraestrutura, como apoio fiscal ao transporte público, aplicação de recursos na melhoria e em novas frotas de ônibus; criar ciclovias e aumentar as calçadas, estimulando o uso de diferentes modais de transporte, assim como o uso da mídia para conscientização social em relação ao uso de transportes públicos. Tudo isso por meio do Governo Federal integrado às prefeituras.