Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/11/2019

No início do século XX, o êxodo rural promovido pelo início da industrialização do Brasil promoveu uma demanda estrutural nunca solicitada antes no país. Essa demanda era composta por estradas e soluções para a mobilidade da população da época, que necessitava de transporte diário para operar nas grandes indústrias brasileiras. Embora soluções tenham sido desenvolvidas, é válido destacar que as mesmas não foram capazes de abranger o crescimento populacional metropolitano, uma vez que se baseiam em apenas uma modalidade de transporte, como também não adotam praticas sustentáveis.

Em primeira análise, destaca-se a escassez de métodos de transporte no Brasil. Embora o país possua um território em proporções continentais, uma grande costa marítima, e uma expansiva rede fluvial, o modal rodoviário detém quase 100 por cento de todo o transporte de cargas e pessoas. Isso é consequência de uma falha no planejamento governamental realizado por Juscelino Kubitschek, o qual optou apenas pela expansão rodoviária, em detrimento das demais, com o intuito de obter maiores investimentos estrangeiros na área automobilística. Dessa forma, o Brasil comprou uma divida para ser paga no futuro, agora, já presente, pois, esse modelo de transporte apresenta-se falho, devido sua baixa eficiência em deslocar muitas pessoas em pouco tempo, congestionando o transito e a vida das pessoas. Assim, torna-se necessário uma readequação das estruturas brasileiras para que se possa trazer ao cidadão um maior conforte e qualidade de vida no seu ambiente.

De outro modo, é válido destacar que a mobilidade urbana brasileira não está apoiada em pilares sustentáveis. De acordo com o dito, destaca-se a gestão europeia quanto ao uso e promoção de carros híbridos, conhecidos por utilizarem, além do combustível à base de petróleo, a energia elétrica. Na citada região, a prática de descontos, abatimentos em impostos e disponibilidade de locais para abastecimento tornam a compra e o uso desses como algo banal. Enquanto isso, no país tropical, a fomentação para a área continua estagnada, sem previsão para a democratização do uso de elétricos. Dessa forma, faz-se relevante uma revisão quanto aos modelos de transporte utilizados, com o intuito de restaurar o meio ambiente ao invés de denegri-lo.

Portanto, ações devem ser realizadas a fim de ampliar as formas e tipos de transporte existentes. Primeiramente, o Estado deve realizar um programa de construção de ferrovias inter-regionais, usufruindo de acordos mútuos com empresas privadas para flexibilizar o transporte de cargas e pessoas entre o país, e diminuir a frota de carros e caminhões entre as rodovias do país. Além disso, a câmara dos deputados deve aprovar um projeto de lei para diminuir os impostos sob os carros elétricos para impulsionar a população a adquiri-los, e ajustar a mobilidade urbana à pratica sustentável.