Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/02/2020
Engarrafamento. Lentidão. Estresse. Essa enumeração evidencia o cenário atual do trânsito no Brasil. Visto isso, o elevado consumo de automóveis particulares tem causado, infelizmente, problemas não só de mobilidade, mas também ambiental e social, fruto do baixo investimento do Governo no setor público. Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse.
Em primeira análise, é sabido que o estímulo à indústria automobilística no Brasil se deu a partir da década de 1950, com o Plano Desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek. Tal ação culminou em uma maior facilidade de se obter um veículo privado, o qual levou a uma quantidade exorbitante de carros nas ruas. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a frota de automóveis cresceu 400% em dez anos. Visto isso, o trânsito se tornou lento e exaustivo, levando muitas pessoas a sofrer com quadros de estresse e ansiedade.
Em segundo lugar, a falta de estrutura para transportes alternativos - como bicicletas -, além do pouco capital investido no sistema público, são fatores que dificultam o processo de mobilidade urbana e contribuem para maior emissão de poluentes, haja vista o excesso de carros em uso. Entretanto, a cidade de Curitiba contrasta com essa situação, sendo considerada pelo jornal britânico The Guardian como a “capital verde brasileira”, possuindo calçadas adequadas, ciclovias e boa iluminação nas ruas, o que evidencia a possibilidade de mudança no trânsito do país.
Dessa forma, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que o Governo, por meio de incentivos fiscais, amplie não só a frota de ônibus, mas também invista em modais alternativos, como bicicletas e patinetes que possam ser alugados, a fim de diminuir o fluxo de automóveis particulares e permitir o rápido deslocamento das pessoas no trânsito urbano. Com isso, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dessa problemática.