Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/03/2020

Melhoras urbanas e mentais

A partir da primeira Revolução Industrial no século XVIII teve-se o surgimento dos primeiros automóveis, primeiramente atingindo a burguesia dos grandes centros, e mais tarde, tornando-se disponível à diversas classes sociais. Decorrente do crescimento acelerado, ao passar dos anos, verificou-se indícios de problematização na mobilidade urbana, isto é, problemas no tráfego de uma cidade, causando acima de tudo, engarrafamento e até mesmo acidentes de trânsito.

A situação atual tem forte relação com o não planejamento das cidades, fazendo com que as ruas das mesmas, não tenham sido constituídas de maneira organizada e própria a suportar extremo trânsito como acontece atualmente. Em vista disso, foi criada a Lei nº 12.587/12, a qual determina que a Política Nacional de Mobilidade Urbana deva exigir dos municípios com população acima de 20 mil habitantes, além de outros, que elaborem e apresentem plano de mobilidade urbana, com a intenção de planejar o crescimento das cidades de forma ordenada. Tal lei foi criada com a finalidade de redução de problemas no trânsito urbano.

Além disso, os veículos utilizados no trânsito, são igualmente responsáveis pela falta de mobilidade urbana, tem-se grande incentivo à compra de carros, contudo, o crescimento do número destes automóveis nas cidades, é o que faz ter-se extensos engarrafamentos. De acordo com o Observatório das Metrópoles, entre 2001 e 2011 o número de automóveis e motocicletas nas doze principais capitais do país teve um crescimento de 11,5 milhões para 20,5 milhões. Além de ser um dos agentes causadores de trânsito, o significativo aumento do número de automóveis, é também desencadeador de alta taxa de poluição liberada ao meio ambiente, portanto tal assunto carece duplamente atenção.

Assim sendo, torna-se evidente a necessidade da execução de atitudes perante ao assunto, contando com o apoio do Governo, assim como do Conselho Nacional de Trânsito, no melhoramento da infraestrutura, organização e segurança do transporte público, além da instalação de ciclovias nos grandes centros, estimulando a não utilização de carros no dia a dia, e ainda, promovendo a prática de atividades físicas. Bem como, o incentivo e divulgação de campanhas pela mídia ao uso de transporte público ou mesmo de bicicletas nas ciclovias. Deste modo, com a redução do número de carros e motocicletas nas rodovias, e maior utilização do transporte público, o índice de engarrafamentos terá proporcional redução, ocasionando um significativo aumento da mobilidade urbana, e consequentemente da saúde mental dos motoristas, visto que não passarão horas parados no trânsito.