Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/04/2020

No Brasil, o tráfego em grandes metrópoles tem sido um problema, visto que o excesso de automóveis cria a sobrecarga dos espaços públicos, esse déficit não se deve apenas ao aumento da frota veicular, mas a falta de rodovias e estradas planejadas também é outro fator crucial que levou a esta constante.

O congestionamento está acarretando na manipulação econômica, já que ao perder tempo no engarrafamento, as pessoas acabam chegando atrasadas ao trabalho, podendo perder o emprego e enfraquecendo o comércio brasileiro, fator que também pode ser associado ao estado de país emergente que este se encontra. Em 1928, ao inaugurar a primeira rodovia asfaltada no Brasil, Washington Luís, iniciou a concretização do lema da sua gestão: “governar é abrir estradas”. Porém, anos depois, a política adotada por Juscelino Kubitschek acabou incentivando o crescimento desordenado da indústria automotiva, causando desde então diversos problemas na mobilidade urbana brasileira.

Neste viés, ficam evidentes os detrimentos que a fragilidade na mobilidade urbana do país causa ao âmbito social, os cidadãos não são os únicos que sofrem com esse problema, a emissão do dióxido de carbono (CO2) fornecido pelos automóveis, gera graves problemas ambientais como a destruição da camada de ozônio e o aquecimento global, além de que as áreas verdes são transformadas em ferrovias ou em estradas, as quais, em geral, não amenizam o problema do congestionamento nas cidades.

Sendo assim, medidas governamentais tornam-se necessárias no âmbito nacional para melhorar a caótica situação da mobilidade urbana. É imprescindível que sejam realizadas obras de ajustes em toda malha viária, implantando mais ciclovias e a realização do rodízio veicular em todas as metrópoles, visando ao fim do congestionamento e, consequentemente à redução dos problemas ambientais. Ademais, a ajuda do Governo e de ambientalistas, com o auxílio das mídias, seja por jornais, ou campanhas publicitárias, estimulem o uso de veículos coletivos, como ônibus e bicicletas, viabilizando a resolução dessa deficiência no tráfego brasileiro.