Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/04/2020
O trânsito tornou-se caótico após as Revoluções Industriais que aceleraram e incentivaram o uso de automóveis. Desde então esse uso acabou sendo exagerado, e atualmente é um dos meios mais poluentes do mundo. Muitos brasileiros optam por ter seus próprios meios locomotivos, mas grande parte opta pelo transporte público e muitos não têm condições para arcar com os gastos de um automóvel. Dessa forma os ônibus, trens, metrôs entre outros, passaram a ser muito ultilizados, assim aumentaram as tarifas e perderam a qualidade. Os brasileiros ao perceberem isso passaram a comprar seus próprios veículos, contudo, o trânsito, o congestionamento, a poluição e as taxas de acidentes aumentaram, trazendo então grandes problemas perante a sociedade.
Segundo os dados do Observatório das Metrópoles, o crescimento de veículos passou o crescimento de brasileiros, enquanto os veículos cresceram 138,6% a população brasileira cresceu 12,2%. Em decorrência do fato apresentado, percebe-se que a produção dos automóveis está ficando cada vez mais exorbitante. No entanto o uso do transporte público diminuiu, logo está ficando cada vez mais desvalorizado e também tendo cada vez menos incentivo e investimento do Governo.
De acordo com os dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a frota de automóveis brasileira cresceu 400% nos últimos dez anos, porém essa frota vale apenas para os veículos privados, porque a dos veículos públicos diminuiu. Em São Paulo por exemplo, o índice de veículos privados é de 7 milhões, passando em torno de 4 a 3 milhões dos índices de automóveis públicos. Entretanto desde que o meio locomotivo privado foi priorizado, o congestionamento e o engarrafamento fazem parte do cotidiano de quase todos os brasileiros.
Conclui-se então que os meios públicos facilitam a vida do ser humano, porém por não serem tão apoiados quanto o meio privado, perdem a qualidade e aumentam os preços para ganharem um valor aproximado que ganhavam antes de serem substituídos. Apesar de que antes de toda essa mudança a vida no trânsito era mais calma e menos turbulenta.
Porquanto o ideal seria o Governo investir o tanto que investia antes nos transportes públicos e ampliar as rodovias, tendo mais integração e conforto para todos os motoristas e pedestres, afim de diminuir todo o estresse, agitação e nervosismo causado quando há muito congestionamento, e de alguma forma tentar fazer com que os automóveis públicos não apresentem tarifas e sejam grátis, para que todos possam ter acesso.