Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/04/2020

Conforto em troca de saúde

Em 2017, a frota de automóveis chegou a mais de 45 milhões, aproximadamente um veículo para cada 4 indivíduos, de acordo com a Associação Nacional dos Detrans (AND). Com isso em mente, é correto afirmar que o Brasil possui um grande problema de locomoção, com engarrafamentos afetando negativamente a vida de milhões. A quantidade de automóveis deve ser reduzida para aprimorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Para começar, um dos motivos que faz com que as pessoas escolham os automóveis é o fato de que o transporte público brasileiro é precário. Com um investimento baixo, esse tipo de transporte muitas vezes possui um custo de passagem elevado e problemas de superlotação, que ocorrem devido a uma infraestrutura fraca em cidades grandes, além de causar desconforto e insegurança nos passageiros. Portanto, em busca de conforto e segurança, os indivíduos optam por um transporte particular.

Entretanto, essas grandes quantidades de veículos geram um ambiente que afeta gravemente a saúde física e mental dos motoristas e pedestres. Manter uma posição sentada por muito tempo pode causar problemas de circulação enquanto a poluição atmosférica causa diversos problemas respiratórios. De acordo com a revista Saúde, diversos profissionais afirmam que apenas tratar os pacientes não é uma resposta viável. “É preciso romper as barreiras dos consultórios e hospitais e olhar para as ruas, praças e avenidas a fim de tomar medidas de promoção à saúde”, afirma o patologista Paulo Saldiva.

Portanto, uma solução do problema é necessária. Para melhorar a situação, cabe ao governo aumentar a verba para os municípios, para que esses invistam no transporte público, construindo ferrovias e metrôs, além de aprimorar sistemas de transporte existentes. Assim, com uma disponibilidade maior, o preço irá diminuir, do mesmo jeito que os problemas de superlotação e trânsito.