Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/04/2020
A mobilidade urbana está relacionada à uma condição criada para as pessoas poderem se locomover de um local a outro na cidade e envolve questões ligadas ao transporte, acessibilidade, movimentação de bens e serviços; representa ainda, uma forma de viabilizar a maneira como as pessoas realizam diariamente suas tarefas, como trabalhar, ir à escola, ao lazer, entre outros. Um dos diversos desafios da mobilidade urbana é o congestionamento que também causa a poluição; outro desafio também é o transporte público precário e que, por esta razão, vários cidadãos utilizam carros, que ocupam mais espaços, logo, poluindo mais.
Muitos sofrem devido ao congestionamento atualmente. Segundo dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), 57 carros a cada 80 pessoas trafegam nos horários de pico, o que de fato atrapalha a atual sociedade. Os carros transportam em média apenas 1,4 pessoas nos horários de pico, ao mesmo tempo em que os ônibus transportam aproximadamente 80 pessoas em um espaço menor que vários carros. O congestionamento afeta a todos, principalmente as classes sociais mais baixas, que dependem do transporte público e buscam uma vida digna, com trabalhos formais ou ensinos superiores, tendo que sair com pelo menos 2 a 3 horas antes do início de sua jornada de trabalho ou compromissos para chegarem com pontualidade.
Outro problema dos meios de transportes, é a emissão de muitos poluentes, especialmente os que utilizam combustíveis fósseis, em especial o óleo diesel, visto que este é composto por muitos metais pesados e nocivos, segundo o portal de notícias UOL. O óleo diesel é considerado altamente tóxico e poluente, o que causa dores de cabeça e alterações hormonais; além dele, outros combustíveis, como a gasolina também muito nocivos, tanto para o cidadãos quanto para o planeta.
O maior desafio da mobilidade urbana coincide com a maior causadora dos problemas citados, isto é, a falta de investimento do Estado em transportes públicos, máxime em trens, metrôs e linhas de ônibus, que além de precários, desconfortáveis e impontuais, impulsionam a população a utilizar seus carros, agravando sobremaneira os problemas citados anteriormente.
Por conseguinte, é mister que o Estado invista em políticas de mobilidade urbana por meio de cortes de gastos desnecessários, para viabilizar investimentos para que o transporte público melhore significativamente, que sejam elaborados projetos contra o uso excessivo de carros, como o rodízio de placas em São Paulo, porém, para todo o Brasil; desta forma, reduzirá também a poluição e os problemas acarretados pelo congestionamento.