Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/04/2020
Uma questão que superficialmente parece ser simples, todavia, se com o pensamento mais a fundo, o problema cresce em grande escala: a mobilidade urbana. Sabe-se que em médias e grandes cidades em todo o Brasil sofrem com ela, pois sempre há o engarrafamento devido a grande quantidade de automóveis circulando em uma só área, aglomerados, como apresenta a Globo News com a reportagem “Brasil perde R$ 267 bilhões por ano com congestionamentos”. Contudo, isso leva a espera de horas no trânsito, o que pode atrapalhar muitas pessoas, pois estas têm horários a cumprir em seus empregos, consultas, compromissos, entre outros agendamentos.
Logo, pode-se pensar em algo mais grave, como a demora de uma ambulância a chegar num hospital e em suma, a morte de um cidadão.
Devido a grande utilização de carros e motos, que comportam um pequeno número de pessoas, ocorre o crescente número de veículos. Por isso, foram feitos os veículos coletivos, como ônibus, metrôs e trens, porém o uso deles no dia a dia se tornou excessivamente caro. Segundo o Estadão de São Paulo, na notícia “Ônibus, trens e metrô já estão mais caros em SP”, a passagem chegou a 4,40 reais na virada do ano em 2020 e bera este valor hoje em dia. Portanto, calcula-se o gasto mínimo de 264 reais por mês por pessoa para alguém que anda de ônibus todos os dias, e isto é inaceitável, pois no Brasil, muitas pessoas não possuem este dinheiro para que possa se locomover, que é um direito básico de todos.
Evidentemente, precisa-se de mudança nas formas de locomoção, logo surge-se a discussão. Poderia-se ser pensado nas indústrias automobilísticas o aumento do tamanho vertical dos veículos coletivos, como ocorreu com as casas, que viraram prédios. Portanto, já que carros voadores ainda não existem, a ideia de ônibus com 3 a 4 andares, táxis com 2 andares e até trens com mais andares, é promissora e ajudaria, de além no trânsito, nas questões do aquecimento global e preço, pois diminuiria o número de carros e outros automóveis, logo, com menos poluentes, e devido ao uso de somente um ônibus, por exemplo, para o quádruplo do número de pessoas que pegam um ônibus hoje, a passagem tornaria-se mais barata, pois seria necessário menos veículos.