Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/04/2020

Juscelino Kubitschek foi presidente do Brasil entre 1956-1961, tinha como principais medidas no seu governo a industrialização e integração do país, diante desse cenário, investiu na construção de rodovias, ganhou destaque e atraiu diversas empresas automobilísticas a nação. Entretanto a falta de intermodalidade entre os sistemas modais gerou inúmeros desafios que acercam a mobilidade urbana no Brasil atualmente.

A principio, vale ressaltar os malefícios da falta de integração dos meios de transporte em âmbito nacional. Durante a formação do Estado brasileiro, seu crescimento aconteceu de maneira acelerada e desordenada; dessa forma, a falta de planejamento provocou a dependência de rodovias e consequentemente o sucateamento de outros modais. Tal conjuntura ficou bastante evidente em 2018 na Greve dos caminhoneiros, que devido a paralisação, ocasionou o desabastecimento de alimentos, remédios e gasolina. Essa manifestação não só alertou sobre o alto custo de manutenção e de combustível das rodovias, como também a subordinação do país em um único modelo. Nota-se, portanto que é necessário o investimento em outros modais.

Outrossim, outro fator a ser observado é a deficiência nas estruturas de transporte alternativos. Prova disso, são pesquisas publicadas em 2016 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), na qual diz que nos últimos 10 anos a frota de automóveis no Brasil cresceu 400%, ou seja, a ineficiência de serviços públicos faz o cidadão recorrer a veículos individuais. Entre os motivos dessa decisão esta a má qualidade do transporte público, especificamente o ônibus, que esta cada vez mais caro e precário, bem como a falta de segurança nas ruas devido a escassez de ciclovias e ciclofaixas. Tal insatisfação, levou a população as ruas na manifestação dos 20 centavos em 2013, que inicialmente surgiram para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público. Mediante a esses fatores, é notório o descontentamento da sociedade acerca dos meios de transporte.

Portanto, a fim de garantir uma melhor mobilidade à população brasileira, é essencial que o Governo, bem como o Ministério da Infraestrutura, mediante ao redirecionamento de verbas, invista em projetos que diversifique os modelos de transporte, construindo metrôs, ciclofaixas, ciclovias e ferrovias, com intuito de evitar a dependência em apenas um modelo e melhorar a qualidade de vida do povo. Ademais o Ministério da Ciência e Tecnologia em conjunto com o do Planejamento e Desenvolvimento, promova pesquisas a fim de garantir a reestruturação e adaptações dos meios e vias de locomoção, visando inovar e investir em maneiras alternativas de tornar sustentável e barato o transporte publico, de modo a ter uma sociedade mais interligada.