Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/04/2020

Durante os anos em que esteve na presidência do Brasil, Juscelino Kubitschek iniciou uma política de desenvolvimento, na qual priorizou a indústria automotiva. Entretanto, hodiernamente, a precariedade da mobilidade urbana é uma realidade alarmante no seio da sociedade brasileira. Sob tal ótica, o crescimento desordenado do setor automobilístico e o descaso do governo com outros meios de locomoção são os principais fatores que perpetuam essa problemática.

Segundo o filósofo Henri Lefebvre, o meio urbano é a manifestação de conflitos. Diante disso, nota-se que o grande número de veículos individuais que circulam nas rodovias dificultam a locomoção, tanto de pessoas quanto de automóveis, nos grandes centros brasileiros. Desse modo, a mobilidade urbana torna-se um desafio para o Brasil, principalmente devido às heranças históricas de investimentos exagerados nesse tipo de transporte, deixadas por antigos governos.

Ademais, a insuficiência de recursos destinados à criação de ciclovias e a falta de investimentos em transportes coletivos corroboram para o aumento da frota de veículos no país, que cresce anualmente. No entanto, os projetos de desenvolvimento das vias de circulação não acompanham esse crescimento, havendo mais veículos do que as estradas conseguem suportar ordenadamente. Dessa maneira, há congestionamentos que limitam o fluxo, causam estresse e aumentam a poluição.

Dessarte, são necessárias medidas para resolver esse impasse. Portanto, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por  intermédio das prefeituras de cada município, será revertido em projetos que visem aperfeiçoar a mobilidade das pessoas, através da construção de ciclovias e de incentivos ao uso de transportes alternativos, como preços mais baixos e o aumento do  conforto, com o intuito de reduzir a frota de veículos e os congestionamentos. Isto posto, atenuar-se-á, a médio e longo prazo, os desafios enfrentados pela mobilidade urbana no Brasil.