Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 22/04/2020
A constrição Federal assegura como princípio fundamental do cidadão o direito de ir e vir, contudo, tal documento vem sendo ferido constantemente com o crescente caos urbano, impulsionado pelo estado caótico e desadaptado dos transportes públicos, que afeta o deslocamento e gera exclusão dos deficientes, e por falta de ações e investimentos estatais em outros setores de locomoção, de modo que opta apenas pelo modelo rodoviário.
Em primeiro lugar é válido salientar da defasagem que sofre a malha rodoviária no país, já que os ônibus encontram-se em situação precária, com superlotações e sem manutenção periódica, com isso, obrigada obriga as pessoas a optarem por um veículo particular, entretanto, tal ato intensifica a frota de carros e aumenta os engarrafamentos quilométricos. Segundo o G1, a massa automobilística cresceu 1,2% em 2017 e tende a aumentar gradualmente. Do mesmo modo, mobilidade é sinônimo de acessibilidade, assim, os transportes coletivos apresenta inadaptações, como a falta de elevadores, rampas e espaços apropriados para deficientes, gerando exclusão e dificultando a locomobilidade do grupo supracitado.
Outrossim, outro fator que assola e contribui para a perturbação urbana são os investimentos do Estado e apenas um modo de locomoção e a desistência dos demais. Desde a década de 50, com governo JK, o rodoviarismo vem recebendo grandes incentivos e se tornando mais atuante no país, com isso, outros modelos de logística estão desestimulado, como, a título de exemplo, o ferroviarismo, que mesmo sendo mais rápido, abrangendo um grande número de cargas e pessoas e sendo a principal saída para o caos urbano, ainda é pouco estimulado. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, em 2015, mais de 61% da locomoção de pessoas e cargas foi feita pelas rodovias.
Por conseguinte, cabe a União, em parceria com o Ministério da Infraestrutura, aplicar verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade, afim de tornar os adaptados para o translado urbano, regredindo a crescente frota de carros e engarrafamento. De maneira análoga, ela deve investir em outras áreas de locomoção, como as ferrovias, construindo estradas de ferro interestaduais que propicie o deslocamento de cargas e pessoas, diminuindo os preço das passagens e possibilitando a priorização da população em tal modelo. E assim, com medidas graduais e progressiva, melhorar o caos urbano e fazer valer a Carta Magna de 1988.