Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/05/2020

Novo xote

O intenso êxdo rural é uma das principais consequências da revolução industrial no século XiX, na Europa. Não diferente disso, o processo de industrialização brasileiro estimulou a migração das pessoas do campo para as cidades, causando grande inchaço urbano. Ao longo de ano, esse cenário acarretou vários problemas de ordem estrutural, dentre eles as dificuldade no deslocamento populacional. Entre os inúmeros desafios encontrados para que a mobilidade urbana aconteça de forma satisfatória, pode-se citar o aumento do uso de transportes individuais, que intensificou os problemas de locomoção, além de causar vários danos ao meio ambiente.

É importante pontuar, a princípio, que a grande utilização de automóveis individuais em detrimento dos transportes público, deve-se, primordialmente, à má qualidade dos coletivos no Brasil. O documentário brasileiro “Perrengue - o desafio da mobilidade em São Paulo”, retrata os dramas diários da população do maior centro urbano do país, expondo a superlotação dos ônibus, o estresse e a perda de tempo no transito. Diante disso, é fácil perceber que o panorama apresentado se extende as demais cidades da nação. Dessa maneira, dada a condição precária dos veículos públicos, os indívidos acabam optando pelo carro próprio e tal decisão aumeta a frota de transporte nas ruas, causando congestionamentos, bem como destruição ambiental.

Nesse contexto, é válido salientar os prejuízos que a deficiência na mobilidade urbana causa ao ambiente. A queima de combustíveis fósseis, usados para gerar energia e movimentar os motores, potencializa problemas, como o aquercimento global, além de ocasionar chuvas ácidas, poluição da atmosfera e contaminação das águas. A música “Xote ecológico”, do artista nordestino Luiz Gonzaga, destaca as consequências da polução ambiental para sociedade e para o meio. Nesse ínterim, é possível afirmar que a insuficiência da rede locomotiva do país é responsável por gerar danos a natureza e consequentemente à saúde e ao bem-estar da população, ja que eles aumentam proporcionamente ao número de automóveis na ruas, tornando a preocupação do músico uma realidade incontestável.

Fica claro, portanto, que tais desafios precisam ser superados. Dessa forma, com objetivo de diminuir o número de veículos em transito, o Estado deve estimular o uso do trasporte público, expandindo o quantitativo de ônibus e sua qualidade, evitando aglomerações, atrasos e imprevisto, além de diminuir a emissão de gases tóxicos ao ambiente. Assim, poderíamos reescrever o Xote ecológico, simbolizando a eficácia da rede locomotiva do país: “Já posso respirar, já posso até andar”.