Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/05/2020
O crescimento das cidades traz consigo inúmeros problemas, entre eles a dificuldade de deslocamento causado por um trânsito caótico, mesmo com uma política nacional de mobilidade urbana em vigor. Um plano de mobilidade urbana adequado precisar ter como prioridade o pedestre, a segurança de todos e a acessibilidade. Vários fatores levam ao inchaço do trânsito e, consequentemente, uma mobilidade deficiente, desde o aumento do número de veículos particulares até a baixa qualidade do transporte público.
Prioritariamente, o inchaço no trânsito deve-se ao elevado número de veículos. Estudos mostram que um ônibus tem capacidade para oitenta pessoas que equivale a 57 carros pequenos. Com o incentivo do governo federal dado ao mercado automobilístico, houve um aumento da frota de veículos particulares nas cidades, pois possuir um carro é uma alternativa ao transporte público de baixa qualidade no país.
Assim, o Brasil , além de ser um país deficiente em meios de transporte público, não possui alternativas ao ônibus, como trens e metrôs, na maioria das cidades. Esse fato deve-se à política rodoviarista do país que, historicamente, relegou as outras áreas. Por exemplo, uma metrópole como Fortaleza, possui apenas um sistema de VLT (Veículo Leve sobre trilhos) que atende a uma pequena região da cidade.
Diante disso, governos municipais devem investir recursos no planejamento das vias, organização do trânsito e aberturas de novas vias para que o volume de veículos flua melhor, além de incentivar o uso de meios de transporte alternativos como bicicletas. Juntamente com o governo estadual, as prefeituras devem implantar transportes coletivos alternativos como metrôs e/ou melhorar os existentes, além de ampliar a linhas de ônibus. Com uma infraestrutura de vias adequadas e transporte coletivo de qualidade, o problema da mobilidade urbana poderá ser resolvido, melhorando a qualidade de vida da população.