Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/06/2020

A obra " O triste fim de Policarpo Quaresma" , do modernista Lima Barreto, revela seu protagonista com a característica marcante do ufanismo, acreditando em um Brasil utópico. Contudo, em tempos hodiernos, os desafios da mobilidade urbana, torna o país distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse viés, esse imbróglio é chancelado pela displicência Estatal, bem como pela má formação socioeducacional.

Convém ressaltar, em primeira análise a inadimplência Governamental como impulsionadora do caos. Sob esse prisma, é pertinente citar o Pacto Social - do contratualista Jonh Rawls - ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos, como o bem-estar social. Nessa perspectiva, a baixa qualidade do transporte público como também a escassez de investimento em outras vias de transporte,  gera a superlotação à guisa de exemplificar os ônibus, na qual inviabiliza que esse contrato seja concretizado na prática. Consequentemente, essa parcela da população fica a mercê dos precários meios de transportamento causado pela inércia do poder público.

Faz-se mister, ainda, salientar que a educação é o fator principal para o desenvolvimento de um país. Imerso nessa logística, vale pontuar o pensamento do intelectual Paulo Freire ao evidenciar que, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” À luz desse aforismo, a falta de educação das pessoas ao dirigir é evidenciado no aumento do índice de violência no trânsito, esse fator é potencializado devido ao grande número de veículos, sobretudo, nos horários de pico. Por conseguinte, impede a livre circulação dos cidadãos, logo, fica exposto a excessiva poluição e ao estresse.

Infere-se, portanto, que o Estado deve fomentar o investimento em políticas - que visem aumentar a qualidade e quantidade de transporte - , e adotar medidas exequíveis, por intermédio de empresas responsável por esse meio, com o objetivo de atenuar os danos advindos da ineficiência desses transportes e assim atender as necessidades da população. Ademais, cabe a Escola, em parceria com a Família, orientar e educar os infantos-juvenis fundamentados em concepções morais e éticas, mediante implementação de atividades lúdicas e seminários interdisciplinares, voltados para a importância de agir corretamente no trânsito, sem agressões, com a finalidade de diminuir esse índice de violência.