Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 17/06/2020
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao transporte e ao bem-estar social. Conquanto, os desafios da mobilidade urbana impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas que o trânsito é um problema no Brasil; o qual ocorre, infelizmente, devido não só a cultura do consumismo, como também a precariedade do transporte público. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma integrada seja alcançada.
O termo indústria cultural, criado pelos filósofos Adorno e Horkheimer, teve como intenção nomear a indústria capitalista onde o principal objetivo é o lucro e pouco se discute sobre qualidade de vida. Logo, as ruas são abundantes em carros mas não se tem uma boa rotatividade, o que torna o trânsito brasileiro estressante e pouco útil. De acordo com a pesquisa do Censo 2010, 38% dos paulistas demoram mais de uma hora no trajeto casa-trabalho, dado que prova a mediocridade da mobilidade urbana no país.
Faz-se mister, ainda, salientar a precariedade do transporte público como impulsionador do problema. Pesquisas realizadas em 2011 e 2012 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelam que 60% das pessoas avaliam o transporte público brasileiro como péssimo ou ruim. Esse fator faz com que pessoas deixem de utilizá-lo e passando a congestionar mais ainda as rodovias.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem uma melhor qualidade de vida. Dessa maneira, urge que o governo juntamente com as empresas melhorem a qualidade do transportes públicos, expandindo as rotas e diminuindo os preços das passagens. Dessa forma, o Brasil poderia superar o problema da mobilidade urbana que tanto afeta a sociedade atualmente.