Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 07/07/2020

Pero Vaz Caminha na ocasião em que remeteu sua carta ao rei Dom Manuel I, contava que o Brasil era um território próspero, imponente e abastado. Hodiernamente, o cenário Brasileiro em relação aos desafios da mobilidade urbana não consolida a descrição contida na carta de Caminha, portanto a temática é um percalço a ser suprimido, em razão da falta de políticas públicas e da falta de consciência social.

Constata-se, a princípio, que a falta de políticas públicas é fator relevante ante a resolução do cenário. Sobre isso, Abraham Licoln, célebre personalidade política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade sobre as dificuldades na locomobilidade urbana e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Licoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas públicas que atuem na questão abordada, fazendo com que sua resolução seja quase utópica.

Similarmente, tem-se a falta de consciência social como fator coadjuvante do revés. Nessa lógica, o filósofo Karl Marx, teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratando dos obstáculos da mobilidade nas cidades brasileiras, é possível perceber que a crítica de Marx se fundamenta, pois o estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como universidades ou meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais.

Portanto, cabe ao Poder Executivo - instituição de alta relevância para o país - potencializar projetos sociais para a implementação de políticas públicas no território, por meio da cessão de capital público aos órgãos competentes, a fim de efetivar uma significativa melhora nos trânsitos desordenados em diversos municípios do país. Paralelo a isso, o Ministério da Educação deve mudar o comportamento passivo da comunidade acerca do combate ao óbice em questão, por intermédio de palestras em escolas e em universidades, visando reverter o preocupante cenário reiterado e, assim, a carta de Pero Vaz Caminha consumará todo sentido.