Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 25/07/2020
O trânsito é um grande problema no Brasil. É notável por todos que cada vez mais se gasta mais tempo para chegar no mesmo lugar. A demora traz consequências físicas e econômicas ao país. Isso se deve a preferência histórica pelo rodoviarismo e a falta de investimento em outros meios de transporte.
Durante a década de 50, foi eleito o Presidente Juscelino Kubitschek com a promessa de avançar 50 anos em 5. Para isso, Kubitschek precisava de três coisas: indústrias, o sucesso da Petrobrás e uma malha de transporte desenvolvida. JK optou pelo rodoviarismo. Com as estradas como nosso principal meio de transporte, pessoas comprariam mais carros, o que atraía as indústrias automobilísticas para o Brasil e fazia a demanda por gasolina aumentar, enriquecendo a Petrobrás.
Porém, o que parecia ser o plano que iria salvar o Brasil se tornou em um grande pesadelo. O preço do barril subiu muito, o que afeta diretamente a economia do consumidor (com a gasolina gasta diretamente por ele) e indiretamente (com o custo do combustível embutido no preço dos produtos). Além disso, com as estradas como nosso principal meio de carga de produtos industriais, houve um aumento significante do número de veículos de carga nas cidades, ocasionando desgaste das ruas, acidentes e trânsito.
Uma boa medida para se resolver essa situação é investir em outros meios de transporte. Para um país grande como o Brasil, o mais eficaz meio de transporte é o ferroviário. Ele consegue levar grandes quantidades de produtos, por longas distâncias, com exatidão nos horários. Perfeito para a escoamento de produtos industriais e commodites, assim diminuindo o número de caminhões nas ruas e os problemas relacionados a super lotação das estradas. A vinda das ferrovias para o Brasil deve acontecer por vias estatais, já que, somente o Estado pode fornecer tamanho capital para a construção de ferrovias por todo o Brasil.