Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 27/07/2020

A mobilidade urbana almejada no Brasil é possível por meio de políticas públicas de transporte e circulação. Nesse contexto, percebe-se a dificuldade encontrada no espaço geográfico das cidades brasileiras, no que se refere à locomoção de pessoas e cargas no espaço urbano. Ademais, tem-se também, o problema causado ao meio ambiente, à saúde das pessoas, bem como o entrave no desenvolvimento do país; o que tornam-se plausíveis medidas que visem atenuar esse problema para um desenvolvimento sustentável entre a cidade e o meio ambiente.

Vale salientar, entretanto, que a locomobilidade urbana é um desafio enfrentado pela maioria das grandes cidades brasileiras. Nesse sentido, o impasse encontrado relaciona-se ao aumento de circulação dos transportes individuais, em detrimento do uso de coletivos. Assim sendo, a falta de manutenção dos coletivos, em consonância às altas tarifas cobradas e a concessão de créditos ao consumidor, faz com que aumente a cada dia a frota de carros no país em circulação, o que causa os congestionamentos diários. Em consonância a isto, tem-se problemas de toda ordem como: estresse, que leva à violência no trânsito, a emissão de poluentes na atmosfera e seus problemas de saúde relacionados à poluição.

Vale ressaltar, entretanto, as necessidades de promover uma mobilidade sustentável com planejamento integrado de modais como: ciclovias, transporte ferroviários, considerando a interdependência entre os tais, a saúde, e o meio ambiente. Nesse contexto, é imprescindível que o Governo no âmbito Executivo e Legislativo, invista e fiscalize a infraestrutura logística e seus intermodais de transporte. Por sua vez, reveses como a macrocefalia urbana (crescimento desordenado das cidades), tornam-se empecilhos para solução da problemática.

Buscar medidas que proporcionem a mobilidade urbana é, portanto, essencial para o progresso do país. É elementar que o poder público invista em medidas conscientizadoras quanto ao uso de coletivos, a fim de levar as pessoas a usarem esses meios, juntamente com a garantia de conforto e segurança, e também, a atuar na redefinição da infraestrutura urbana. Com a máxima: “agir localmente, pensar globalmente”, é de suma importância que haja colaboração de todos de maneira articulada, entre iniciativa pública e privada, na busca de mecanismos capazes de efetuar mudanças significativas a médio e longo prazo, e assim minimizar esse impasse. Ademais, com as medidas aplicadas, e a população engajada, alcançar-se-á uma sociedade em equilíbrio com o meio e seu desenvolvimento pleno.