Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Segundo o sociólogo Zygmund Bauman o indivíduo da pós-modernidade apresenta um caráter individualista, colocando suas necessidades individuais em primeiro plano. Dessa forma, pode-se observar que esse individualismo somado a péssima estrutura do transporte público brasileiro são fatores que contribuem para uma maior quantidade de veículos e consequentemente são entraves para uma mobilidade urbana eficiente. Em primeiro lugar, é válido analisar o individualismo um influenciador do tráfego urbano. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, o automóvel se tornou um bem de consumo desejado, proporcionando um crescimento exponencial do fluxo de carros na cidades do país. Nesse contexto, o sucesso da locomoção individual se sobrepôs ao investimento em uma mobilidade urbana fluída. Em segundo lugar é necessário observar um déficit no transporte público brasileiro. De acordo com a Constituição Federal, o transporte é um direito social dos cidadãos brasileiros. No entanto há uma falta de investimento nesse setor, observado no atraso dos ônibus e em sua extrema lotação. Portanto, percebe-se que a lei não é efetivada. Com base nessas ideias, é imprescindível uma resolução da rígida mobilidade vivenciada nas cidades brasileiras. Portanto, faz-se necessária uma associação de governos municipais empresas de transporte público, como ônibus e metrô, visando uma ampliação das frotas, linhas e horários. Com o objetivo de tornar mais fluído o transporte no país, deve se destinar o dinheiro das multas de trânsito para assim, melhorá-lo.