Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/08/2020
A vinda da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, deu início ao processo de urbanização, o qual ocorreu sem o devido planejamento. Esse desenvolvimento originou a desigualdade socioespacial. Logo, comprova-se que nas grandes cidades, os moradores das áreas periféricas enfrentam dificuldades de locomoção, decorrente de uma inerente falta de infraestrutura.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a enraizada ausência de planejamento nas áreas urbanas, causa a falta de infraestrutura em zonas periféricas. A respeito dessa situação o geógrafo brasileiro Milton Santos, analisa a cidade em dois pólos: espaços luminosos e espaços opacos, no qual a periféria está inserida no contexto de espaço opaco, por conta que o Estado não realiza as devidas aplicações nos serviços indispensáveis. À medida que não são realizados os primordiais investimentos, evidencia-se a desigualdade socioespacial e compromete a mobilidade dos moradores de tal região.
Ademais, o sucateamento do transporte coletivo e os demasiados congestionamentos fazem parte do cotidiano dos citadinos, evidenciando as problemáticas existentes na mobilidade urbana. Conforme o documentário 130 KM: Vida ao Extremo, o transporte público apresenta uma má qualidade e moradores de zonas periféricas do estado de São Paulo, que enfrentam cerca de quatro horas por dia se locomovendo em direção ao trabalho. Essa rotina condiz com a de milhares de brasileiros que habitam bairros afastados do centro, evidenciando o descaso de autoridades perante esses indivíduos.
Portanto, tendo em vista esses aspectos, é imprescindível a solução para tais problemáticas existentes na mobilidade de centros urbanos. Dessa maneira, cabe ao Poder Executivo, por meio de investimentos, reverter a atual situação da mobilidade urbana, visando a melhora no cotidiano dos cidadãos e a infraestrutura das grandes cidades brasileiras, a qual é historicamente desarmoniosa.