Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/08/2020

O mito da caverna, alegoria escrita por Platão, explica o a evolução do processo de conhecimento. Segundo ele, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, em que estão habituados a terem uma ilusão do que veem como se fosse verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão dos desafios da mobilidade urbana é um grande problema que vive às sombras da sociedade, em virtude de que os seus impasses se encontram na negligência estatal e falta de debates sociais.

A priori, faz-se mister destacar que um fator para haver a persistências desses desafios está na má qualidade dos transportes públicos. Consoante a esse pensamento, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau ,na sua obra ‘‘Contrato Social’’, afirma que o estado é responsável por viabilizar ações para o bem estar coletivo, isto é, uma vez que se isenta do seu papel, ocorre a quebra do contrato elaborado junto a sociedade. Diante disso, a partir do momento que o estado negligencia investimentos para a melhora do transporte público, há contribuição direta na permanência da crise de mobilidade urbana. Desse modo, faz-se necessário a revisão da postura estatal com a sociedade.

Além disso, faz-se se mister destacar que a falta de debate social contribui diretamente para o aumento da crise da mobilidade urbana no Brasil. À luz disso, o filósofo Zygament Bauman afirma em seus livros sobre a cultura do imediatismo, sobre a tendencia da sociedade agir em função do que tem vantagem imediata. Nesse contexto, os cidadãos reféns do sistema em que vivem e acabam escolhendo o uso dos carros, devido a sua velocidade, contribuindo diretamente para o aumento do trânsito e superlotação das cidades. Nesse espectro, cabe uma revisão social sobre a necessidade de debates para escolhas mais conscientes.

Desprende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse viés, o Governo deve investir em medidas de políticas publicas para a melhoria do transporte público, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmera dos Deputados. Nela deve constar que é necessário investimentos diretos para a melhoria da logistica dos transportes públicos, com fito de ser uma escolha segura e confortável para a população e diminuir os impasses que imperam para a melhoria da mobilidade urbana, sabendo que o governo tem um papel essencial na resolução desse impasse na sociedade.