Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 18/08/2020

Os desafios de ir e vir na sociedade brasileira tem um caráter histórico, nesse sentido, políticas inciadas pelo presidente Juscelino Kubitschek nos anos de 1956 acarretaram problemáticas atuais no cenário da mobilidade urbano. Desse modo, o ambiente de transportes do país vive no caos, exemplificado nos grandes engarrafamentos, isso posto, a manutenção, por parte do Estado à política passada e ausência de um plano sobre a questão põe-se em evidência na atualidade. Em primeiro plano, a partir do governo Lula, houve-se políticas que estabeleceram condições para que a população comprasse, muitas vezes seu primeiro carro e até mais de um. Sob essa perspectiva, a gestão melhorou as condições dos cidadãos a se locomoverem nas cidades, entretanto, gerou um transtorno social, pois cada indivíduo possui um veículo, ou seja, os engarrafamentos tornaram-se comuns. Ademais, a falta de um planejamento de modais, como transportes públicos eficientes e baratos para propiciar uma vantagem de usar-se o coletivo em vez do individual perpetuam-se nos dias de hoje.           Além da temática dos entes governamentais, o crescimento populacional inserido no mau planejamento urbano ou, na maioria dos casos, inexistente de elaboração, propícia agravos. Nesse contexto, as teorias malthusianas e sucessoras, aludiram o aumento da população e que poderia trazer uma série de questões sociais sem uma organização sobre. Tais ideias, na lógica brasileira é evidenciada, a título de exemplo nas comunidades do Rio de Janeiro que sofrem com a péssima mobilidade.

Em suma, tornam-se necessárias mudanças que equilibram as ações governamentais advindas do século xx. Portanto, cabe ao Poder Legislativo a gênese de um plano, em forma de lei que contemplem a organização dos setores de transportes e do crescimento urbano, como uma distribuição de modais acessíveis para as populações em diversos territórios, planejamento de bairros e comunidades, por meio da contratação de especialistas, consequentemente quebrará a lógica do veículo particular e facilitará a mobilização, por meio de investimentos nos setores de integração de modais. Além, na forma de lei, atrair outras companhias de outros campos, sem ser o automobilístico para que a economia não dependa de políticas rodoviárias.