Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/08/2020

Em 1969 foi dado início  a construção da rodovia Trasamazônica que  pelo mal planejamento acabou sendo mais uma tentativa frustada de avanço na infraestrutura do país, uma vez que até hoje não foi concluída. Além do desplanejamento das cidades e estradas, o mal direcionamento de verbas , acaba por induzir ainda mais o fluxo de carros particulares, o que congestiona as cidades e gera diversas consequências de cunho socioeconômico e ambiental que precisam ser discutidas.

Segundo umas pesquisa do G1, 75% das mercadorias brasileiras são transportadas por rodovias. Uma dependência tão grande se problematiza uma vez que, em 2018 uma greve de caminhoneiros foi capaz de “parar” o Brasil, o que não aconteceria em países como a China,  que tem investido pesado em transportes ferroviários, aeroviários e fluviais.Se à exemplo da China, o Brasil se beneficiaria em vários aspectos, como no barateamento das mercadorias, agilidade no transporte e diminuição dos índices de poluição gerada. Porém, o país insiste ainda em priorizar os carros.

Ademais, o artigo 5° da Constituição brasileira, garante aos cidadãos o direito de ir e vir, direito esse muitas vezes negligenciado.Por consequência, boa parte da população investe em automóveis particulares porque garantem mais conforto e segurança  que transportes públicos com condições insalubres, principalmente para deficientes. Dentre as opções que infelizmente são descartadas, estão as ciclovias. É visto que as políticas de mobilidade urbana precisam mudar para serem democráticas.

Visando, portanto, a garantia dos direitos constitucionais, mudanças  precisam acontecer. Os investimentos governamentais precisam parar de seguir padrões que já comprovaram ineficiência. Além de planejar melhor obras rodoviárias para que tenham melhor êxito que a Trasamazônica e de formarem parcerias com empresas de ônibus para melhorar os transportes públicos, investimentos em ferrovias, ciclovias e outros supracitados são necessários.Assim, evitando o crescimento do fluxo de automóveis particulares, diminuindo o congestionamento e a poluição.