Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/09/2020
Marcada por um forte êxodo rural, a Primeira Revolução Industrial se caracterizou por uma crescente urbanização, diminuindo a distância entre o trabalhador e a fábrica. Acerca dessa lógica, hodiernamente, a penúria de investimentos na gestão da mobilidade urbana influi, geralmente, no aumento de acidentes no trânsito. Não obstante, o aumento da frota de veículos atua, substancialmente, no crescimento da emissão de poluentes na atmosfera. Logo, medidas estatais que transmudem os fatos fazem-se prementes.
Destarte, a inópia de aplicações públicas que melhorem o deslocamento urbano influi, majoritariamente, na crescente taxa de acidentes. Sob essa óptica, segundo o Conselho Federal de Medicina, a cada uma hora 5 pessoas morrem em acidentes de trânsito no País. Nesse viés, os investimentos na área urbana, muitas vezes, não acompanham o crescimento da frota, ocasionando numerosos incidentes diariamente, visto que muitos motoristas infligem as leis de trânsito buscando sair dos congestionamentos, pondo em risco a sua segurança, de outros condutores e de grande parte dos pedestres. Desse modo, atos que mudem essa realidade são urgentes.
Outrossim, com o crescimento de veículos transitando, a emissão de poluentes cresce, gradativamente, na maior parte dos centros urbanos. Nessa conjuntura, de acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, 44,228 pessoas morreram em decorrência da poluição. À vista disso, a supressão de planeamentos que visem à diminuição da emanação de gases tóxicos põe em risco a qualidade de vida de grande parte da população, visto que a exposição diária a essas substâncias pode trazer consequências a longo prazo, muitas vezes fatais, perturbando o bem-estar social. Por conseguinte, tornam-se mais eficazes intervenções ambientais que mudem esse cenário.
À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, Junto a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, deve formatar uma série de reformas nos grandes centros urbanos, com a implantação de corredores exclusivos para o transporte público e de ciclofaixas para os ciclistas, visando à diminuição dos acidentes entre os condutores, buscando a segurança de maior parte da população. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve enrijecer as leis que punam as montadoras de veículos que perpassarem os limites da emissão dos poluentes, com multas, intentando incentivar as empresas a desenvolverem veículos mais ecológicos, que diminuam tanto os impactos ambientais, quanto os impactos na vida da população. Por esses intermédios, a mobilidade urbana pode deixar de ser um empecilho no desenvolvimento do País.