Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/09/2020

Em 1970, o Brasil torna-se um país oficialmente urbano, a partir do processo de urbanização e êxodo rural, que aconteceram de forma intensa, rápida e sem planejamento, refletindo no inchaço urbano: o que ocasiona um trânsito caótico. Desse modo, precisa-se debater os desafios desse problema, ainda presente na realidade brasileira, que nesse contexto, apresenta uma péssima qualidade de estrutura nos transportes públicos coletivos, gerando uma superlotação de carros e o engarrafamento nas cidades. Mas, tal imbróglio pode ser resolvido de uma maneira sustentável e benéfica a todos.

De acordo com a Lei 12.587/12, a Lei da Mobilidade Urbana, presente na Constituição Federal, determina a tarefa de planejar e efetuar a melhoria da acessibilidade e mobilidade da população nos transportes. Entretanto, em contraste a isso, percebe-se que é cumprido de forma ineficiente, tendo em vista que os veículos coletivos de locomoção apresentam um ambiente desconfortável, em que o ar condicionado não funciona ou a quantidade de automóveis é desproporcional à quantidade de passageiros, os quais pagam uma tarifa absurda para ter acesso aos transportes públicos e, muitas vezes, mais de uma. Logo, cria-se um maior interesse na compra de veículos particulares, que darão uma comodidade satisfatória.

Ademais, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), afirma em sua pesquisa realizada em 2016 que a frota de automóveis presentes no Brasil aumentou em 400% em dez anos. Dessa maneira, é inegável que esse crescimento é consequência do má funcionamento do transporte público, e por isso a sociedade opta por uma alternativa mais segura e qualificada. Sendo assim, infelizmente, a enorme quantidade de veículos particulares e individuais ocasionam um trânsito desordenado e provocam problemas ambientais, como a poluição do ar através da emissão de gases.

Portanto, diante dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Infraestrutura investir na melhora da qualidade dos transportes públicos e na construção de ciclovias. De modo que por meio de manutenções e diminuições nos valores das taxas de passagens, a população usaria mais frequentemente e em condições adequadas os veículos coletivos. Além disso, com o aumento das faixas de ciclovias, seria incentivado a prática do esporte e a diminuição da poluição, uma solução sustentável e econômica para a sociedade brasileira. Então, a fim de diminuir gradativamente a superlotação de automóveis provocada pelo “inchaço urbano” e formar cidades mais sustentáveis.