Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/09/2020
Na série “Todo o mundo odeia o Chris”, conta a história da família Rock nos anos de 1980 com o foco no menino Chris. Nesse sentido, em dado episódio, Chris tem o desejo de muitos, comprar um carro, símbolo de status entre as garotas. De maneira análoga à história, é fato que a realidade apresentada pode ser relacionada com a contemporaneidade brasileira, uma vez que adquirir um automóvel ainda é status para as pessoas, ocasionando na quantidade desproporcional entre indivíduos e carros, promovendo sérios problemas na mobilidade urbano. Assim, é lícito afirmar que a formação das cidades e a negligência do Estado contribuem para perpetuação desse cenário negativo.
É relevante abordar, primeiramente, que as cidades brasileiras foram construídas sobre um viés elitista. Durante a Revolução Industrial, a urbanização cresceu a partir dos grandes centros urbanos, uma região extremamente cara que apenas as elites podem frequentar, excluindo a população de baixa renda e forçando-a morar em regiões periféricas, em que a distância entre o local de trabalho e a moradia é longínquo. Desse modo, apesar das condições de renda, grande parte da massa passou a ansiar por meios práticos de transportes, como os veículos individuas, aumentando no número de automóveis por pessoa.
Além disso, é imperativo pontuar a negligência estatal. De acordo com a Política Estadual de Mobilidade Urbana, tem, como objetivo, buscar métodos para aumentar o uso do transporte coletivo. No entanto, os incentivos promovidos pelo Governo federal para o comércio automobilístico e os frequentes aumentos dos preços das passagens dos transportes públicos contribuem para o cenário antagônico que a Política Estadual propõe. Sendo assim, é certo que isso mostra como que o Estado não está contribuindo para amenizar a problemática.
Portanto, é mister que medidas sejam tomadas. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério Das Cidades deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil e profissionais da área, viabilizar o acesso aos transportes público, adequando o sistema para a atual situação brasileira, assim como incentivar novos meios de locomoção, como as bicicletas, a fim de diminuir o inchaço urbano. Somente assim, a médio e longo prazo, será possível enfrentar os desafios da mobilidade urbano e apagar a ideia de que carro é símbolo de status visto na série “Todo o mundo Odeia o Chris”.