Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/10/2020
O documentário: Perrengue - desafio da mobilidade urbana brasileira, retrata o cotidiano de indivíduos moradores da cidade de São Paulo, que necessitam do transporte coletivo para locomoção, e as dificuldades enfrentadas nas ruas, como o congestionamento e a infraestrutura precária. Nesse sentido, é notório os desafios que as grandes metrópoles possuem em relação às políticas que promovam a circulação de maneira coesa e organizada devido à falta de qualidade nos ônibus, escassez de incentivo ao uso dos diferentes modais e jornada inflexível dos trabalhadores. Consequentemente, ocorre o prejuízo socioeconômico e ambiental, além de transtornos mentais nos sujeitos.
Convém analisar, inicialmente, que, apesar de haver esforços contínuos para melhorar a circulação nas vias, eles ainda são insuficientes para atender toda população de maneira a proporcionar uma locomoção agradável. Em outras palavras, infelizmente, ainda existem cidades nas quais o único meio de transporte público é o ônibus, que não comporta uma quantidade tão alta de indivíduos quanto um metrô, por exemplo, que também é rápido. Como resultado, cada vez mais nota-se uma tendência de possuir o veiculo próprio, pois além de permitir ao cidadão um conforto, possibilita a pontualidade para chegar nos locais. Ademais, na sociedade capitalista, onde predomina o trabalho remunerado como forma de subsistência, os horários geralmente são inflexíveis, ou seja, a carga horária que deve cumprida são iguais, o que resulta, em um maior contingente de veículos nas vias no mesmo horário.
Por conseguinte, os desafios da mobilidade urbana provocam problemas como o aumento da poluição ambiental consequente da utilização de carros que liberam dióxido de carbono, um gás que acentua o efeito do aquecimento global de modo a provocar as chamadas ilhas de calor. Nessa lógica, trata-se de um efeito que causam inclusive o derretimento das geleiras, ou seja, a falta de uma infraestrutura de qualidade para promover bem-estar para os sujeitos e incentivar os diferentes modais como bicicletas, por exemplo, constituírem problemas irreversíveis além de desencadear estresse e ansiedade nos usuário que dependem de transportes coletivos que frequentemente atrasam.
Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para atenuar a crise na mobilidade urbana brasileira. Logo, cabe ao Governo federal em parceria com a esfera estadual promover políticas que resolvam os desafios dos transportes coletivos por meio da ampliação das linhas de ônibus e principalmente metrôs a fim de diminuir a frota de veículos individuais nas ruas e oferecer qualidade na infraestrutura. Outrossim, cabe ao estado aliado à empresas privadas como bancos incentivarem e disponibilizarem o uso de diversos modais por intermédio de compartilhamento de bicicletas e patinetes nos centros das cidades com intuito de amenizar os problemas socioambientais e reduzir o congestionamento de carros.