Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/10/2020

A Constituição Federal Brasileira,promulgada em 1988,promete,em suas disposições,a consolidação de um Estado justo,democrático e igualitário.No entanto,quando se fala da mobilidade urbana,percebe-se que essas garantias constitucionais não se afirmam completamente no presente,visto que esse é grave problema social,que se sustenta pela falta de ações governamentais e pela ausência de conscientização social.Diante disso,é imprescindível o debate e resolução dos impasses.

Em primeiro plano,é fulcral pontuar que a afirmação de Abraham Lincoln,que diz que “a política é serva do povo e não o contrário”,se relaciona fortemente com a temática.Isso porque o Poder Público não serve a população com ações, planos e metas que deem acesso pleno ao deslocamento a todos os cidadãos e impeça que locomobilidade aconteça de forma eficiente e promovam ainda mais segregação social.Desse modo,é fácil perceber que sem uma política comprometida,como cita Lincoln, esse tipo de situação irá se perdurar,haja vista que a atuação governamental é primordial para se desenvolver cenários melhores.Assim,é inegável que essa lacuna estatal é uma das causas do problema.

Ademais,a ideia de massificação social defendida por Hanna Arendt,em sua obra “Banalidades do mal”,se liga secundariamente à situação.Com efeito,a filósofa reflete sobre o processo coletivo desse modo,todos os indivíduos possuem os mesmos padrões de gostos e comportamentos e são ausentes de consciência crítica.Nesse sentido,verifica-se que,em razão disso,as pessoas não entendem que o acesso a meios de locomoção alternativos,é um direito social e que ele tem papel fundamental na base da sua formação cidadã e,por isso,não há reivindicação desse privilégio.Portanto,devido à relevância do assunto,faz-se necessário uma mudança na mentalidade social como forma de combater os efeitos apresentados por Hanna.

Logo,é evidente a necessidade de intervenção nas aglomerações urbanas.Para tanto,o Ministério do Meio Ambiente deve promover uma campanha de conscientização social,por meio das escolas e universidades para combatera alienação social sobre o tema.Tal ação deve ter alcance nacional, inclusive pela internet,com transmissões ao vivo,por exemplo,para que se apresentem as principais questões do tópico,com a finalidade de minimizá-lo e de instigar o Estado a aplicar ações governamentais cabíveis para a resolução do impasse.