Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Com os avanços da Revolução Industrial e o surgimento da indústria automotiva, a crescente preferência por veículos rápidos se tornou exponencial. Dessa forma, esses automóveis emissores de muitos gases poluentes ao meio ambiente e influenciadores do aquecimento global, como o monóxido de carbono, passaram a ser um dos principais desafios da mobilidade urbana no Brasil. Por esse motivo, devido à sua grande quantidade nas cidades, ao invés de facilitar o fluxo de mercadorias e pessoas, acabou prejudicando o dia a dia dos cidadãos pelo estresse causado e o desenvolvimento de doenças respiratórias como a asma.
Primeiramente, é importante destacar que as principais causas para a dificuldade de mobilidade urbana no país são a precariedade do transporte público, e a falta de planejamento urbano, mesmo com o transporte sendo um dos direitos sociais garantidos pelo artigo 6º da Constituição Brasileira. Por isso, grande parte da população que vive nas cidades opta pelos carros e motos individuais, buscando conforto e uma maior disponibilidade que não é oferecida pela maioria dos ônibus e metrôs encontrados. Entretanto, a crescente utilização desses meios locomotores faz com que a movimentação de um lugar para outro se torne mais demorada e estressante, diferente das alternativas sustentáveis como as bicicletas, que aumentam a fluidez no trânsito e não prejudicam o meio ambiente.
Em outras palavras, o transporte público precário e a urbanização mal planejada, desafios estes da mobilidade urbana no Brasil, influenciam diretamente na poluição atmosférica que é produzida todos os dias e que foi ampliada principalmente com a instalação da indústria automotiva pelo governo de Juscelino Kubitschek. Em virtude disso, a emissão de gases poluidores atmosféricos tem se tornado um risco as pessoas que possuem doenças do sistema respiratório, dentre elas a bronquite, que prejudica o funcionamento dos brônquios e bronquíolos. Logo, esses desafios tem atrapalhado não só o dia a dia nas cidades, mas também a saúde e o bem estar dos moradores.
Portanto, é essencial a diminuição dos desafios da mobilidade urbana no Brasil, de forma que o meio ambiente e a saúde sejam prioridade nos municípios. Assim, compete as Prefeituras melhorar a qualidade do transporte coletivo de suas cidades, a partir da disponibilização de uma maior quantidade de ônibus, que possuam mais assentos e diversidade de horários, principalmente em tempos de pico, os quais muitos trabalhadores precisam voltar para suas casas e encontram ônibus lotados, evitando a utilização de transportes individuais pela população. A fim de diminuir a quantidade de carros e motos nas cidades que são os principais causadores da poluição ambiental e da dificuldade de movimentação urbana no país.